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WikiLeaks divulga novo arquivo secreto

Grupo já havia anunciado publicação em sua página no Twitter

O site de denúncias WikiLeaks – que enfureceu o Pentágono ao publicar mais de 90 mil documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão – revelou nesta quarta-feira outros pelo menos 1 mil arquivos sobre o assassino e pedófilo belga Marc Dutroux. As informações foram divulgada no site da televisão pública “RTBF”. Na noite de terça-feira, o WikiLeaks já havia postado em sua página no Twitter que pretendia trazer mais revelações a público muito em breve: “WikiLeaks vai divulgar documento da CIA amanhã (esta quarta-feira)”.

Em meados dos anos 90, o caso Dutroux comoveu o país e evidenciou a desorganização interna de seu sistema policial. No documento de três páginas recém-publicado estão disponíveis entrevistas feitas pela polícia com o pedófilo, após sua detenção em 1996 pelo sequestro e violação de nove jovens meninas e também pelo assassinato de quatro delas e de seu cúmplice, Bernard Weinstein. Com o arquivo, a WikiLeaks traz a seguinte pergunta: “E se os estrangeiros vissem os EUA como um exportador de terrorismo?”

O procurador-geral de Liège, Cédric Visart, classificou esta publicação como “lamentável”, já que entre os documentos há “informações verdadeiras e falsas”. Uma autoridade americana ouvida pela rede CNN afirmou que “é sempre desconcertante quando informações confidenciais são reveladas inapropriadamente”. Ele completou, porém, que o documento não faz grandes revelações.

Denúncias – No último dia 13, vinte dias após o vazamento dos documentos secretos, o fundador do site de denúncias WikiLeaks, Julian Assange, afirmou que mantinha os planos de divulgar os outros 15.000 arquivos sigilosos. “Nós estamos na metade do caminho. Esse é um processo muito caro”, declarou, em entrevista à rede de notícias CNN.

O Pentágono fez um apelo ao grupo pedindo que o material ainda não publicado fosse entregue ao governo americano. Geoff Morrell, secretário assistente da Defesa para assuntos públicos, salientou que divulgar esses documentos “seria cometer um erro que já colocou muitas vidas em risco”. “Se eles publicarem quaisquer informações adicionais após ouvirem nossa preocupação sobre o mal que isso pode causar às nossas tropas, aliados e afegãos inocentes, isso será o cúmulo da irresponsabilidade”, enfatizou.

No último sábado, uma porta-voz da promotoria sueca informou que o australiano Julian Assange estava sendo procurado na Suécia por estupro. A ordem, porém, foi anulada no mesmo dia, após Assange ter negado as acusações e indicado que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos poderia estar por trás do incidente.