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Washington sanciona 16 sauditas pelo assassinato de Khashoggi

Khashoggi, um jornalista saudita crítico ao regime, foi assassinado em 2 de outubro no consulado saudita em Istambul por um comando de agentes de Riad

Por Da Redação - 9 abr 2019, 03h00

Os Estados Unidos proibiram 16 cidadãos sauditas de entrarem em seu território, nesta segunda-feira 8, por seu envolvimento no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, anunciou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

“Hoje, o secretário de Estado (Mike) Pompeo aponta publicamente os seguintes indivíduos por seu papel no assassinato de Khamal Khashoggi”, anunciou a diplomacia americana em um comunicado.

A proibição de entrada em solo americano se aplica igualmente “aos membros próximos de sua família”.

Khashoggi, um jornalista saudita crítico ao regime, foi assassinado em 2 de outubro no consulado saudita em Istambul por um comando de agentes de Riad.

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Em novembro passado, Washington já tinha anunciado sanções financeiras específicas contra 17 funcionários sauditas suspeitos de estar envolvidos no assassinato.

Mas a morna reação do presidente Donald Trump diante do jovem príncipe-herdeiro da coroa, Mohamed bin Salman, considerado “responsável” pelo homicídio pelo Senado dos Estados Unidos, causou indignação inclusive em suas fileiras republicanas.

Trump nunca ocultou sua intenção de preservar a aliança estratégica com Riad, que considera indispensável.

O anúncio acontece no momento em que o governo do presidente Donald Trump enfrenta a pressão do Congresso sobre sua resposta ao assassinato no consulado saudita em Istambul, em outubro passado, desencadeando um escrutínio internacional sem precedentes sobreos direitos humanos no reino.

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(Com AFP)

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