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Washington e Teerã põem de lado suas diferenças e trocam prisioneiros

O pesquisador de células tronco Massud Soleimani estava preso desde 2018 nos EUA, e o historiador Xiyue Wang cumpria pena de dez anos no Irã

Por Da Redação - 7 dez 2019, 10h24

Um iraniano preso nos Estados Unidos, Massud Soleimani, e um americano detido no Irã, Xiyue Wang, foram libertados neste sábado, 7, informaram o ministro iraniano das Relações Exteriores e o presidente Donald Trump. A notícia sugere que, mesmo diante do atrito crescente entre os dois países inimigos, ambos se engajaram em troca de prisioneiros.

“Sinto-me feliz pelo professor Massud Soleimani e pelo senhor Xiyue Wang que vão encontrar em breve suas famílias”, tuitou o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, que compartilhou fotos suas ao lado de Soleimani em um avião.

“Depois de ficar detido por mais de três anos no Irã, Xiyue Wang está a caminho dos Estados Unidos”, afirmou Trump, que omitiu a libertação simultânea de Soleimani.

Zarif enviou “um grande obrigado a todos os envolvidos, especialmente ao governo suíço”, que representa os interesses dos Estados Unidos em Teerã na ausência de relações diplomáticas entre os dois países desde 1980. Soleimani estava prestes a completar um ano de prisão e foi entregue na Suíça às autoridades do Irã, segundo a agência estatal iraniana Irna.

Professor da Universidade Tarbiat Moddares, de Teerã, e especialista em células-tronco, Soleimani foi aos Estados Unidos em 22 de outubro de 2018 para realizar pesquisa e acabou detido, sem julgamento, segundo a Irna.

O pesquisador sino-americano Xiyue Wang cumpria pena de 10 anos de prisão por espionagem no Irã. Aluno de doutorado em história na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, Wang estava realizando pesquisas sobre a dinastia Qajar quando foi preso, em agosto de 2016.

As relações entre o Irã e os Estados Unidos deterioraram-se muito desde maio de 2018, quando o presidente Donald Trump retirou seu país do acordo internacional nuclear de seis países ocidentais com Teerã e reimpôs sanções econômicas contra o país.

(Com AFP)

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