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Violência político-religiosa deixa 10 mortos no Paquistão

Por Farooq Naeem - 31 jan 2012, 09h50

Pelo menos 10 pessoas foram mortas em 24 horas em Karachi (sul), a gigantesca capital econômica do Paquistão, onde a violência político-étnica e religiosa tornou-se comum e regular, anunciou a polícia nesta terça-feira.

Entre as vítimas estavam a esposa de um advogado do Baluchistão, uma província do sudoeste mergulhada em uma rebelião separatista, e sua filha adolescente. Elas retornavam de um casamento, que aconteceu na noite de segunda-feira, quando pessoas desconhecidas em uma moto interceptaram o carro e atiraram contra elas. O motorista também morreu, explicou à AFP Rahim Ullah, um oficial da polícia de Karachi.

“Pelo menos 10 pessoas foram mortas em assassinatos premeditados nas últimas 24 horas”, declarou à AFP Sharfuddin Memon, funcionário do ministério do Interior da província de Sind.

“Alguns foram mortos por razões religiosas”, acrescentou, citando os assassinatos da minoria xiita do país, que é regularmente alvo de extremistas sunitas, particularmente em Karachi.

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Em uma semana, o balanço da violência é de 25 mortos, a maioria xiitas, entre eles três advogados e dois médicos, informou um responsável da segurança da cidade.

As mortes, cometidas, em sua maioria, por gangues e grupos criminosos, consequência de rivalidades políticas, étnicas e religiosas, explodem periodicamente na megalópole de mais de 18 milhões de pessoas.

Segundo ONGs paquistanesas, cerca de mil pessoas perderam a vida em 2011 em Karachi por causa desta violência, uma centena em apenas uma semana de outubro.

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