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Vice-presidente no governo de Kirchner é condenado a 5 anos de prisão

Amado Boudou participou em esquema para suspender a falência da empresa Ciccone, em 2010, em troca de 70% de suas ações como propina

Por Da Redação - 7 ago 2018, 21h21

Vice-presidente argentino durante o governo de Cristina Kirchner, Amado Boudou foi condenado nesta terça-feira (7) a cinco anos e dez meses de prisão por crimes de corrupção, anunciou o Tribunal de Crime Federal, em Buenos Aires.

Além de ser considerado culpado por crime de corrupção passiva, Boudou será punido também por prevaricação ao tentar se apropriar, por meio de um  laranja, da empresa Ciccone, fabricante de papel moeda e documentos públicos. O juiz Ariel Lijo concluiu que o ex-vice-presidente atuou em favor da suspensão da falência da companhia para ficar com 70% das suas ações, a título de propina.

O caso deu-se em 2010, quando Boudou era ministro da Economia da Argentina, durante o primeiro mandato de Cristina Kirchner. Em 2011, ele deixou o ministério para ser companheiro de chapa de Cristina, que concorreu à reeleição.

Os advogados de Boudou deverão apelar da decisão a partir de quarta-feira.

“Nunca negociei nem por mim, nem através de terceiros, os 70% do pacote acionário da Ciccone. A suposta propina não tem nenhum apoio, nem vínculo com a prova porque não existiu”, disse Boudou, em suas alegações finais perante a Justiça.

Assim como ele, cinco empresários foram também condenados por participar nesse mesmo esquema. Entre eles, o ex-dono da empresa, Nicolás Ciccone, que deverá cumprir pena de quatro anos e seis meses de prisão.

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