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Venezuela fecha fronteiras por eleições presidenciais

Porte de armas e venda de bebidas alcoólicas também foram suspensas

A Venezuela fechou neste sábado suas fronteiras para a passagem de pessoas e veículos como medida de segurança pelas eleições presidenciais, que serão realizadas neste domingo, informou. Além disso, o porte de armas e a venda de bebidas alcoólicas foram suspensas até a tarde de segunda-feira para evitar confrontos entre apoiadores do governo e da oposição em um clima de instabilidade e acirramento de ânimos.

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“A restrição de pessoas e veículos pelas fronteiras da Venezuela é a partir de sábado às 12 horas até domingo às 23:59”, disse o ministro do Interior, Tareck El Aissami, em sua conta no Twitter. “O Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas executará a Resolução Conjunta de fechamento e restrição total de nossas fronteiras”, acrescentou o ministro, referindo-se à extensa fronteira terrestre que une a Venezuela com o Brasil (pelo sul), com a Colômbia (pelo oeste) e com a Guiana (leste).

No início desta semana, El Aissami já havia informado que estava avaliando a decisão de fechar as fronteiras para as eleições, como foi feito em ocasiões anteriores. Também por razões de segurança foram suspensos o porte de armas desde sexta-feira à tarde até segunda-feira – salvo para os agentes em serviço – assim como a venda de bebidas alcoólicas, enquanto a polícia foi aquartelada e permanece sob as ordens do exército.

Segurança – Neste sábado, o ministro da Defesa, Henry Rangel Silva, também anunciou pelo Twitter que a partir da tarde deste sábado até segunda-feira ‘serão proibidas reuniões públicas que possam afetar o processo eleitoral’, e afirmou que as Forças Armadas estão articuladas com outros organismos para ‘repelir qualquer fator de violência no dia 7 de outubro’.

Cerca de 139.000 militares serão responsáveis por garantir a segurança durante as eleições, ao mesmo tempo em que cumprirão trabalhos logísticos, como a proteção dos comprovantes de votação assim que as mesas forem fechadas. Escaladados por experiências anteriores, cidadãos venezuelanos temem que o resultado das eleições leve a acusações de fraude e protestos, numa sociedade já polarizada e com grande número de armas ilegais.

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O ditador Hugo Chávez, de 58 anos, que está desde 1999 no poder, é o favorito para vencer as eleições de domingo, embora as últimas pesquisas tenham mostrado que o opositor Henrique Capriles Radonski diminuiu, na reta final da campanha, a distância que o separava do caudilho.

(Com agência France-Presse)