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Usina nuclear chinesa investiga risco de ‘ameaça radiológica iminente’

Companhia francesa que opera usina garante que as emissões para o ambiente estão "normais", mas afirmou que segue monitorando o caso

Por Da Redação 17 jun 2021, 11h08

A usina nuclear de Taishan, na China, está sob vigilância após alertas de uma “ameaça radiológica iminente” pela empresa francesa que ajuda a operá-la. Segundo a companhia, há uma alta concentração de gases no circuito da usina e um de seus reatores está sendo monitorado de perto para evitar um possível acidente.

“A EDF foi informada do aumento da concentração de certos gases raros no circuito primário do reator n° 1 da usina nuclear de Taishan de propriedade e operada pela TNPJVC, uma joint venture da CGN (70%) e da EDF (30%)”, anunciou o grupo francês em um comunicado divulgado na segunda-feira 14.

Segundo a empresa francesa de engenharia de construção, porém, a presença de determinados gases raros no circuito primário é um fenômeno conhecido, estudado e previsto pelos procedimentos operacionais dos reatores. A companhia também garante que as emissões para o ambiente estão “normais”, mas afirmou que segue monitorando o caso para evitar maiores problemas.

A Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica), confirmou que até o momento não há “nenhuma indicação de que tenha ocorrido um incidente radiológico”. Mesmo assim, aconselhou que a usina passe por análises, por questões de segurança a fim de evitar qualquer dano ou acidente.

De acordo com a emissora americana CNN, porém, a EDF enviou uma carta ao Departamento de Energia dos EUA avisando que a autoridade de segurança chinesa estava aumentando os limites aceitáveis ​​para detecção de radiação fora da Usina Nuclear de Taishan, na província chinesa de Guangdong, para tentar abafar o caso.

A carta contém o aviso de que o reator nuclear está vazando gás de fissão, acrescentando que a autoridade de segurança chinesa aumentou os “limites de dose fora do local” do regulador.

Segundo fontes do governo americano ouvidas pela CNN, o gabinete de Joe Biden acredita que a usina ainda não está em um “nível de crise”, por isso segue apenas observando e investigando a situação.

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