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Uma das caixas-pretas do avião que caiu na Argélia está danificada

Investigadores franceses disseram que não é possível escutar a gravação dos últimos diálogos na cabine do piloto. Mais de 100 pessoas morreram na tragédia

Por Da Redação 8 ago 2014, 07h15

As equipes francesas que investigam a queda de um avião da companhia Air Algerie no Mali, em julho deste ano, comunicaram nesta quinta-feira que o áudio de uma das duas caixas-pretas está “inaudível”. Os especialistas afirmaram que o aparelho está danificado, o que impediu a obtenção de informações que pudessem contribuir para apurar as causas da queda. As suspeitas são de que adversidades climáticas tenham derrubado a aeronave, mas nenhuma hipótese foi descartada pelos investigadores. Os pilotos, inclusive, haviam requisitado uma mudança de rota pouco antes de perderem contato com os controladores de voo. Todas as 118 pessoas a bordo morreram no desastre aéreo.

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Segundo a rede britânica BBC, o gravador de voz do avião utilizava fitas de áudio magnéticas para armazenar os dados. Comuns apenas em aeronaves de modelos antigos, o equipamento foi encontrado destruído e precisou ser restaurado. “Há sons gravados, mas a fita está inaudível. O equipamento parece ter gravado (o diálogo), mas ainda não sabemos por que ele não funcionou”, disse Remi Jouty, presidente do BEA, órgão responsável pela investigação de acidentes aéreos do país. Embora tenha levantado a possiblidade de a falha no aparelho “não ter sido provocada pelo acidente”, Jouty tratou de afastar teorias conspiratórias, dizendo que o gravador provavelmente sofreu “um simples problema técnico”.

Baseado nos indícios coletados até o momento pelos investigadores, Jouty declarou que o avião se despedaçou apenas depois do choque contra o solo, descartando uma explosão em pleno voo. O presidente do BEA justificou a teoria com base no número de destroços encontrados na área da queda. “Quando olhamos para a trajetória, ela nos leva a crer que o avião não quebrou em diversos pedaços durante o voo. A constatação, no entanto, não exclui a possibilidade de danos terem sido causados em pleno ar.”

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Ação militar – O Exército francês, que tem atuado no Mali para garantir o fim da guerra civil entre forças governistas e jihadistas islâmicos, informou que seus militares deixaram a área do desastre após coletarem todo tipo de DNA útil para os laboratórios que identificarão os corpos dos passageiros e tripulantes. A missão de proteger os destroços da aeronave e os pertences dos viajantes foi passada ao Exército do Mali, que já assumiu a guarda da região.

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