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UE planeja reduzir emissões de gases do efeito estufa em 55% até 2030

Para entidades como WWF e Greenpeace, no entanto, redução deveria alcançar pelo menos 65% para respeitar Acordo de Paris

Por Da Redação Atualizado em 11 dez 2020, 14h42 - Publicado em 11 dez 2020, 14h28

Os estados-membros da União Europeia concordaram nesta sexta-feira, 11, em trabalhar para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa em 55% até 2030, na comparação ao ano de 1990. Até então, a meta de redução das emissões era de apenas 40%.

O compromisso, no entanto, ainda é considerado insuficiente por organizações ambientais. Para entidades como WWF e Greenpeace, a redução deveria alcançar pelo menos 65% para respeitar o Acordo de Paris.

“Os líderes podem dar tapinhas nas costas, mas estamos muito longe do que seria necessário para o clima”, afirmou Colin Roche , coordenador da da organização não-governamental Amigos da Terra Europa. “Se este número realmente significa algo, devemos reduzir os investimentos já programados em combustíveis fósseis”. 

O próprio Parlamento Europeu que não representa os governos dos Estados-membros, mas sim os cidadãos da União Europeia havia solicitado uma meta de 60% de redução.

Mesmo assim, segundo a presidente da Comissão Europeia e principal negociadora do compromisso, Ursula von der Leyen, a meta de redução de 55% é uma “proposta ambiciosa”.

A Polônia, país muito dependente do carvão, bloqueou inicialmente um acordo, alegando as consequências para sua economia, e exigiu garantias de uma ajuda financeira futura para finalmente aceitar o pacto.

As conclusões finais adotam frases que podem tranquilizar Varsóvia, ao indicar que “o objetivo será alcançado coletivamente pela UE […] Os Estados participam no esforço levando em consideração a equidade e a solidariedade, sem deixar para trás nenhum deles”. Também serão dedicados recursos para outros fins específicos na transição energética.

O coletivo de organizações não-governamentais Rede de Ação Climática denunciou que a anunciada redução de 55% é “líquida”, ou seja, inclui o descarte natural de carbono por florestas e solos no cálculo de emissões. Isto significaria, segundo estimativas da organização, uma redução de entre 50% e 52% das emissões reais de gases do efeito estufa, ao contrário do número anunciado pelas autoridades. 

(Com AFP)

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