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Ucrânia diz que só negociará com a Rússia se as tropas recuarem

É preciso 'mudar da guerra sangrenta para diplomacia', diz Zelensky sobre posicionamento da Rússia no conflito

Por Duda Gomes 25 Maio 2022, 16h25

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nesta quarta-feira, 25, no Fórum Econômico Mundial, que está disposto a negociar com o presidente da Rússia, mas que é preciso que Vladimir Putin esteja pronto para “mudar da guerra sangrenta para diplomacia.”

Para isso, segundo Zelensky, a Rússia deve recuar para suas posições pré-guerra, como um primeiro passo para possíveis negociações diplomáticas. Acredita-se que Putin não irá concordar com a exigência, uma vez que concentra suas tropas e esforços nas regiões do leste da Ucrânia. Zelensky também deixou claro que quer expulsar as tropas russas de todas as áreas capturadas.

“É possível se a Rússia mostrar pelo menos alguma coisa. Quando digo pelo menos alguma coisa, quero dizer retirar as tropas para onde estavam antes de 24 de fevereiro”, o dia em que a invasão da Rússia começou, disse ele. “Acredito que seria um passo correto para a Rússia.”

“A Ucrânia lutará até recuperar todos os seus territórios. Trata-se de nossa independência e nossa soberania”, acrescentou.

Em Davos, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que a situação na região de Donbass, no leste de seu país, era “extremamente ruim”, e pediu para os países aliados fornecerem sistemas de lançamento de foguetes para que eles possam tentar recapturar território.

“Cada dia que alguém passa sentado em Washington, Berlim, Paris ou outras capitais, pensando se deve ou não fazer algo, nos custa vidas e território”, disse Kuleba.

Zelensky reconheceu no começo da semana que as forças ucranianas enfrentam uma situação difícil na região leste. Governadores locais afirmam que os soldados de Putin estão atacando abrigos de civis, resultando em várias mortes. Os separatistas apoiados por Moscou combatem as forças ucranianas no Donbas há oito anos e ocupam grandes áreas do território.

Na cidade de Mariupol, os russos assumiram o controle depois que os últimos militares na gigante siderúrgica Azovstal se renderam.

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