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Ucrânia acerta trégua com separatistas em Lugansk

Cessar-fogo está previsto para entrar em vigor na próxima sexta. Acordos anteriores não foram respeitados

A Ucrânia e os separatistas pró-Rússia da região de Lugansk concordaram com um novo acordo de cessar-fogo, que deverá entrar em vigor na próxima sexta-feira. O novo pacto engloba apenas os conflitos nesta região, segundo anúncio feito pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Negociações paralelas estão em andamento na vizinha Donetsk, também no leste da Ucrânia.

O acordo sobre Lugansk foi concluído após uma reunião realizada no dia 29 de novembro com a participação do general ucraniano Volodymyr Askarov, do general russo Alexander Lentsov, de separatistas da autoproclamada República de Lugansk e da OSCE. A partir de sábado, as partes envolvidas também devem começar a retirar armas pesadas da região, conforme o comunicado divulgado pela organização.

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Um cessar-fogo, fechado em setembro, tem sido constantemente violado – quase 1.000 pessoas foram mortas no leste do país desde então, segundo levantamento do escritório de direitos humanos da ONU. Tentativas subsequentes de fechar uma trégua mais efetiva fracassaram.

Desde abril, quando teve início a rebelião separatista apoiada pela Rússia, mais de 4.300 pessoas foram mortas no leste ucraniano. Em Donetsk, a preocupação é a disputa que atinge o aeroporto, uma localização estratégica na região.

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Sanções – O secretário de Estado americano, John Kerry, vai conversar com aliados europeus esta semana sobre a possibilidade de ampliar as sanções contra a Rússia, que apoia os separatistas com armamento pesado. Tanto os EUA como a União Europeia têm anunciado punições contra os setores financeiro, de defesa e energia da Rússia, desde a anexação da península ucraniana da Crimeia.

Apesar da disposição americana de aumentar a pressão para que o Kremlin influencie na crise, diplomatas europeus indicam que há pouca disposição para mais sanções a menos que a situação se deteriore. A Rússia é o maior fornecedor de gás para a Europa e muitos países da região temem que as punições ao país respinguem em suas economias.

(Com agências France-Presse e Reuters)