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Turquia não tem intenção de fazer guerra contra a Siria

Premiê Erdogan afirmou, no entanto, que a Turquia é capaz de defender suas fronteiras e que ninguém deve “testar" a determinação do país neste assunto

Por Da Redação 4 out 2012, 16h17

A Turquia não tem a intenção de iniciar uma guerra contra a Síria, afirmou nesta quinta-feira o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, após o parlamento aprovar uma resolução que autoriza o governo a realizar operações militares no país vizinho em resposta a um ataque que deixou cinco cidadãos mortos – uma mulher e quatro crianças.

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“Tudo que queremos nesta região é a paz e a segurança. Essa é a nossa intenção. Não temos a intenção de desencadear uma guerra com a Síria”, declarou Erdogan em Ancara, durante uma coletiva de imprensa. “Nós nunca estaríamos interessados em algo como começar uma guerra”.

Ele acrescentou, no entanto, que seu país “é um estado capaz de defender seus cidadãos e fronteiras” e que ninguém deve “tentar testar nossa determinação neste assunto”.

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Fumaça sobe em área em que ocorreram as explosões de bombas lançadas pela Síria na região de Akcakale, na fronteira da Turquia
Fumaça sobe em área em que ocorreram as explosões de bombas lançadas pela Síria na região de Akcakale, na fronteira da Turquia VEJA

Desculpas – O governo da Turquia reconheceu um pedido de desculpas do regime sírio de Bashar Assad. O vice-primeiro-ministro turco, Besir Atalay, disse que as autoridades de Damasco “reconheceram [o ataque] e prometeram que isto não voltará a acontecer”. “E isto está bem”, ressaltou.

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Diplomacia – O premiê turco cultivava boas relações com o presidente sírio, mas se tornou um crítico severo do seu regime após a revolta popular na Síria que começou no ano passado, acusando Assad de criar um “estado terrorista”. O premiê turco tem permitido que os rebeldes sírios se organizem na Turquia e pressionou por uma zona de segurança protegida por forças internacionais dentro da Síria.

A Turquia também está abrigando mais de 90.000 refugiados da Síria e teme uma entrada em massa semelhante ao êxodo de meio milhão de curdos iraquianos para o país após a Guerra do Golfo, em 1991. A tensão entre os dois países começou a ferver quando a Síria derrubou um avião turco em junho.

(Com Agência France-Presse, Reuters e EFE)

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