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Trump se irrita com Trudeau e retira apoio dos EUA à declaração do G7

Presidente americano diz que tomou decisão baseada em 'falsas declarações' do primeiro-ministro canadense; documento divulgado atacava protecionismo

Por AFP - 9 jun 2018, 21h53

O presidente Donald Trump retirou neste sábado o apoio dos Estados Unidos à declaração final da Cúpula do G7, em uma briga comercial na qual chamou Justin Trudeau, o líder canadense que presidiu a reunião, de desonesto.

“Baseado nas falsas declarações de Justin em sua conferência de imprensa e em que o Canadá cobra tarifas enormes a nossos fazendeiros, trabalhadores e companhias, ordenei a nossos representantes não apoiarem o comunicado”, tuitou Trump do avião que o leva a Singapura.

Trump também reiterou a ameaça de impor tarifas “aos carros que inundam o mercado americano”, em uma decisão que aponta inicialmente para a Alemanha, outro membro proeminente do G7.

O presidente se expressou duramente contra Trudeau, que, como anfitrião da Cúpula, assumiu a condução das deliberações e divulgou seus resultados. Trump disse que o canadense foi “submisso e dócil” durante as negociações para depois dizer na conferência de imprensa final que não havia sido pressionado.

Trump qualificou também Trudeau de “muito desonesto e fraco” e acrescentou que as recentes tarifas dos Estados Unidos ao aço e ao alumínio do Canadá foram uma resposta às que o Canadá impôs aos produtos lácteos dos Estados Unidos.

Os tuítes de Trump foram divulgados horas depois do fim da Cúpula do G7, quando os participantes começavam a ir embora do Canadá.

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‘Nada que não tivesse dito antes’

O gabinete de Trudeau informou que as críticas do primeiro-ministro canadense a Trump na conferência de imprensa foram apenas uma reiteração do que ele já tinha lhe dito pessoalmente.

“Estamos concentrados em tudo o que conquistamos aqui na cúpula do G7”, disse um comunicado do gabinete de Trudeau divulgado no Twitter. “O primeiro-ministro não disse nada que não tivesse dito antes – tanto em público como em conversas privadas com o presidente” Trump, acrescentou.

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