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Trump: “Que haja uma corrida armamentista”

Na quinta-feira, o presidente eleito dos EUA tuitou que o país deve fortalecer e expandir em grande medida sua capacidade nuclear

Por Da redação - 23 dez 2016, 13h47

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, após pedidos de esclarecimento por publicação na quinta-feira no Twitter sobre armas nucleares, disse: “Que haja uma corrida armamentista”, pois os EUA a venceriam, informou a rede MSNBC nesta sexta-feira.

Trump causou alarme entre especialistas em não-proliferação com uma postagem no Twitter em que defende que os EUA “devem fortalecer e expandir em grande medida sua capacidade nuclear até o momento em que o mundo entre em acordo em relação às armas nucleares”.

Em contato por telefone, a MSNBC pediu mais detalhes de sua mensagem no Twitter. De acordo com a emissora, a resposta foi: “Deixe que haja uma corrida armamentista. Iremos ser superiores em cada passagem e superá-los todos.”

As ações de empresas produtoras de urânio e de uma companhia de tecnologia em combustível nuclear subiram por causa dos comentários de Trump, que toma posse em 20 de janeiro.

Embora não faça nenhuma citação ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, Trump fez os comentários sobre armas nucleares logo depois de o mandatário russo ter afirmado que seu país precisa impulsionar suas forças nucleares.

Em entrevista coletiva de fim de ano nesta sexta, Putin disse que os comentários de Trump não foram fora de linha e que não considera os Estados Unidos como um agressor em potencial.

O porta-voz de Trump Sean Spicer disse em entrevistas a várias emissoras de TV nesta sexta que não haverá uma corrida armamentista, pois o presidente eleito garantirá que outros países que avaliem impulsionar suas capacidades nucleares, como China e Rússia, decidam não fazer isso.

“Ele vai garantir que outros países entendam a mensagem de que ele não ficará sentado e permitirá isso”, disse Spicer, nomeado nesta semana como porta-voz da Casa Branca para o presidente eleito. “E o que vai acontecer é que eles vão cair em si e ficaremos bem.”

(Com Reuters)

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