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Vladimir Putin quer reforçar capacidade nuclear da Rússia

O comandante do Exército americano Ben Hodges acusou a Rússia de iniciar sua campanha militar na Síria como uma "oportunidade de treinamento realista"

Por Da redação
22 dez 2016, 16h27

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quinta-feira as prioridades do Exército para 2017, ressaltando a necessidade de aumentar a capacidade nuclear do país e a vigilância das fronteiras.

“É necessário reforçar a capacidade militar das forças nucleares estratégicas, sobretudo com a ajuda de sistemas de mísseis capazes de atravessar sistemas de defesa antimísseis existentes ou futuros”, declarou Putin durante uma reunião com comandantes do exército russo.

A Rússia tem demonstrado preocupação com a instalação na Romênia e na Polônia de elementos do escudo antimísseis americano, que Moscou denuncia como uma tentativa de reduzir sua capacidade de dissuasão nuclear. As acusações são desmentidas por Washington, que afirma que o escudo pretende proteger a Europa de uma possível ameaça iraniana.

Em junho de 2015, Putin anunciou a implantação de mais de 40 novos mísseis balísticos intercontinentais, com capacidade para “atravessar os sistemas de defesa antiaérea mais sofisticados”, depois que Washington anunciou o plano de instalar armamento pesado no leste da Europa.

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Washington alega que deseja tranquilizar os países bálticos e outros Estados do leste da Europa, muito preocupados com as intenções de Moscou desde a anexação da Crimeia em 2014.

Mas o aumento da presença da Otan em suas fronteiras é encarado como uma ameaça pela Rússia. Putin acusou em junho a Otan de desejar levar o país a uma “frenética” corrida armamentista e de romper “o equilíbrio militar” em vigor na Europa desde a queda da da URSS.

‘Treinamento’

O comandante do Exército americano na Europa acusou a Rússia de iniciar sua campanha militar na Síria como uma “oportunidade de treinamento realista”. O general Ben Hodges disse que o “desrespeito pela morte de civis… não é a conduta de uma nação que quer ser tratada como uma superpotência”.

“O que estamos vendo na Síria é claramente uma demonstração de potencialidade e uso desnecessário de armamento”, disse Hodges à rede britânica BBC.

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Moscou vem sendo acusada de empregar artilharia pesada em áreas onde vivem civis, mas nega as alegações. O ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, informou que 162 tipos de armamentos modernos foram testados durante a campanha militar do país na Síria. Segundo o Ministério da Defesa russo, a força aérea do país matou 35.000 combatentes.

O conflito sírio deu ao exército russo a oportunidade de testar mísseis de cruzeiro lançados por submarinos, mísseis estratégicos de longo alcance disparados do solo russo ou do porta-aviões “Almirante Kuznetsov”.

A Rússia entrou na guerra síria em setembro do ano passado, fornecendo apoio aéreo às forças de Bashar Assad. Seus bombardeios ajudaram o Exército sírio a capturar a parte leste de Alepo do domínio dos rebeldes.

(Com AFP)

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