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Trump proíbe investimentos dos EUA em empresas ligadas ao Exército chinês

Decreto presidencial atinge cerca de 30 instituições, incluindo gigante da tecnologia Huawei

Por Da Redação Atualizado em 12 nov 2020, 21h04 - Publicado em 12 nov 2020, 20h28

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou nesta quinta-feira, 12, a proibição de qualquer transação financeira para empresas associadas às Forças Armadas da China.

“A China está explorando cada vez mais o capital dos Estados Unidos para obter recursos e permitir o desenvolvimento e a modernização de seus aparelhos militares, de inteligência e outros aparelhos de segurança”, justificou o presidente no decreto.

Trump destacou o “desenvolvimento e implementação de armas de destruição em massa” e  “ações cibernéticas maliciosas”.

O decreto também proíbe que investidores americanos tenham ações ou bens que estejam expostos a estas firmas, destacando que investidores têm até novembro de 2021 para se desvincular de tais empresas.

Entre as 31 empresas atingidas pelo decreto, a princípio, está a Huawei, notória por estar no centro das discussões sobre a proteção de dados na revolução do 5G. Também fazem parte a China Telecom e China Mobile, que possuem ações na Bolsa de Valores de Nova York.

O decreto entra em vigor a partir de 11 de janeiro, nove dias antes da saída de Trump da Casa Branca após a posse de Joe Biden como o 46º presidente dos Estados Unidos.

Em outubro, a China tomou uma medida semelhante ao anunciar sanções contra empresas militares americanas envolvidas em um projeto de venda de armas de mais de 1 bilhão de dólares a Taiwan.

Os fabricantes de armas Lockheed Martin, Boeing Defense e Raytheon estão entre as companhias atingidas pela decisão chinesa.

Na época, o porta-voz chinês disse que as sanções têm o objetivo de “proteger os interesses nacionais” e serão aplicadas contra os que se “comportaram mal no processo de venda de armas a Taiwan”.

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