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Trump planeja reduzir cota de refugiados admitidos nos EUA em 2021

Governo planeja permitir que apenas 15.000 refugiados sejam recebidos no país, menor número já registrado em um ano

Por Da Redação Atualizado em 1 out 2020, 10h02 - Publicado em 1 out 2020, 09h46

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira 30 que planeja permitir que apenas 15.000 refugiados sejam admitidos no país no ano fiscal de 2021, no que será o menor número já registrado na história do programa de refugiados.

O anúncio do Departamento de Estado foi feito 30 minutos antes do início do ano orçamentário de 2021, no dia 1 de outubro, respeitando no limite o prazo estabelecido pela lei. Nos próximos 12 meses, o máximo de 15.000 refugiados poderão ser admitidos no país, exceto em caso de mudança na administração, contra os 18.000 refugiados autorizados neste ano.

Este é o menor número cogitado para um ano e representa uma quantidade ínfima na comparação com as 100.000 pessoas recebidas anualmente durante a administração do presidente anterior, o democrata Barack Obama.

Sob a lei americana, o presidente deve consultar o Congresso antes de chegar ao número final de refugiados que planeja aceitar, mas a determinação é, em última instância, estabelecida pela própria Casa Branca. O adversário de Trump nas urnas em 3 de novembro, o democrata Joe Biden, prometeu aumentar o número de admissões para 125.000 ao ano caso seja eleito presidente.

Trump, que transformou a luta contra a migração em uma de suas prioridades, já suspendeu as admissões de refugiados durante meses em 2020, com o pretexto da pandemia de Covid-19.

Ao apresentar a medida, o Departamento de Estado argumentou que Washington busca ajudar os refugiados “o mais próximo possível de suas casas”, para que possam retornar.

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A proposta inclui alocações específicas para refugiados que sofreram ou temem perseguição com base em religião, para refugiados do Iraque que ajudaram os Estados unidos; e para refugiados de El Salvador, Guatemala, Honduras, Hong Kong, Cuba e Venezuela.

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“Ao nos concentrarmos em primeiro lugar em acabar com os conflitos que provocam os deslocamentos e em fornecer ajuda humanitária no exterior para proteger e ajudar as pessoas deslocadas, podemos prevenir os efeitos desestabilizadores dos deslocamentos nos países afetados e em seus vizinhos”, afirma um comunicado.

O Departamento de Estado tabém mencionou a necessidade de uma “solução diplomática” na Venezuela, onde Washington tenta retirar do poder o presidente Nicolás Maduro, por considerar fraudulenta sua reeleição em 2018.

Quase cinco milhões de venezuelanos fugiram do país desde 2015 devido à crise política e econômica.

Em uma viagem pela América do Sul na semana passada, o secretário de Estado, Mike Pompeo, visitou refugiados venezuelanos e elogiou o fato de que Colômbia e Brasil recebam estas pessoas.

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