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Trump lidera protesto contra pacto nuclear com Irã em frente ao Congresso

Centenas de manifestantes compareceram para apoiar o protesto de pré-candidatos do Partido Republicano

Os pré-candidatos republicanos à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump e Ted Cruz, lideraram nesta quarta-feira um protesto em frente ao Congresso, em Washington, contra o pacto nuclear com o Irã que reuniu centenas de manifestantes.

A manifestação reuniu simpatizantes do movimento ultraconservador Tea Party e de grupos de pressão pró-Israel, que se opõem firmemente ao pacto alcançado em julho entre as potências do Grupo 5+1 (EUA, Reino Unido, Rússia, China e França, mais a Alemanha) e o Irã.

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“Fiz acordos durante muito tempo em minha vida. Isso é o que faço, grandes acordos. Mas, nunca, nunca em minha vida vi nenhum trato negociado de forma tão incompetente”, afirmou Trump, que foi ao Capitólio convidado por Cruz.

“Se for eleito presidente, lhes garanto que esses quatro prisioneiros (mantidos pelo Irã) estarão outra vez em nosso país antes que assuma o cargo”, acrescentou Trump no palco montado em frente ao Congresso.

O magnata se referiu assim a quatro americanos detidos no Irã: o jornalista do The Washington Post, Jason Rezaian, o ex-fuzileiro americano de origem iraniana, Amir Hekmati, o pastor americano também de origem persa, Saeed Abedini, e Robert Levinson, ex-agente do FBI desaparecido no Irã há oito anos.

Trump, líder das enquetes para levar a indicação presidencial republicana, recebeu ovações e saudações da multidão, que carregava vários cartazes com mensagens como “Parem o pacto nuclear iraniano” e “Irã, patrocinador do terrorismo”.

No mesmo palco, Cruz criticou os 42 democratas do Congresso que anunciaram que apoiarão com seu voto o pacto com o Irã, um número suficiente para que o presidente dos EUA, Barack Obama, alcance a aprovação do acordo no Legislativo.

“Não poderão lavar as mãos com isso”, advertiu Cruz, que também dirigiu suas críticas contra o establishment republicano, concretamente contra os líderes na Câmara dos Representantes e no Senado, John Boehner e Mitch McConnell, respectivamente, por considerar que não fizeram o suficiente para frear o pacto.

Com esta manifestação, o Tea Party e suas estrelas, como Cruz e a ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, quiseram fazer uma demonstração de força perante o Congresso, que voltou ao trabalho ontem após o recesso de verão e tem até o dia 17 de setembro para debater sobre o acordo do Grupo 5+1 com o Irã.

(Com EFE)