Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Trump abandona tradição da Casa Branca que marca fim do Ramadã

Desde 1999, os presidentes realizavam jantares anuais para marcar o fim do mês sagrado de jejum entre muçulmanos

Por Da redação
Atualizado em 4 jun 2024, 20h39 - Publicado em 26 jun 2017, 11h01

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quebrou uma tradição de quase 20 anos no último fim de semana, ao decidir não comemorar o fim do Ramadã, o mês sagrado em que muçulmanos praticam jejum durante o dia. Desde a administração de Bill Clinton, os líderes americanos organizavam anualmente um jantar “iftar” na Casa Branca, que marca o fim do período de celebração.

Segundo a emissora CNN, o primeiro jantar iftar na residência presidencial foi organizado por Thomas Jefferson, em 1805, quando recebeu o embaixador tunisiano em sua casa durante o mês sagrado. O evento voltou a acontecer por iniciativa da então primeira-dama Hillary Clinton, em 1996, quando convidou 150 pessoas para comemorar o fim do Ramadã. Desde 1999, a tradição foi mantida anualmente – sob comando de Clinton, George W. Bush e Barack Obama –, com a presença de diplomatas e líderes da comunidade muçulmana.

Ao invés do jantar, um comunicado assinado por Trump e sua esposa Melania foi enviado à imprensa. “Muçulmanos nos Estados Unidos se juntaram durante o mês sagrado do Ramadã para focar em atos de fé e caridade”, diz a nota. “Durante este feriado, somos lembrados da importância da misericórdia, da compaixão e da boa vontade. Com muçulmanos ao redor do mundo, os Estados Unidos renovam seu comprometimento em honrar esses valores. Eid Mubarak”, finaliza, com uma saudação religiosa.

Continua após a publicidade

O jantar era esperado por membros da comunidade muçulmana por seu significado de união, assim como aconteceu após o 11 de setembro de 2001, ano em que Bush realizou o evento. Desde a campanha presidencial, porém, Trump mantém uma relação conturbada com a minoria religiosa em seu país. A tensão aumentou quando o presidente tentou passar uma medida anti-terrorismo, barrada na Justiça, que proibia cidadãos de sete países de maioria muçulmana de entrarem nos Estados Unidos.

 

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.