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Tropas sírias bombardeiam região onde vivem refugiados

O acampamento de Yarmouk vem sendo palco de combates desde que as tropas do governo lançaram uma ofensiva para expulsar os rebeldes de Damasco

Por Da Redação - 6 set 2012, 16h07

Pelo menos 20 pessoas morreram nesta quinta-feira após um ataque das forças do governo sírio na região sul de Damasco, onde vivem refugiados palestinos, informaram moradores e funcionários de serviços de emergência locais. O acampamento de Yarmouk e os bairros próximos vêm sendo palco dos mais longos combates realizados na capital desde que as forças leais ao presidente sírio, Bashar Assad, lançaram uma ofensiva para expulsar os rebeldes da cidade, dois meses atrás.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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Para os moradores do acampamento, as autoridades acreditam que rebeldes antes escondidos em outros distritos tenham se abrigado no local e os palestinos estejam do lado dos insurgentes. Ainda segundo eles, há duas semanas a área está isolada e o barulho de confrontos pode ser escutado de forma regular.

Situação humanitária – A Liga Árabe, bloco do qual a Síria foi suspensa por conta de sua atual situação política, manifestou “profunda preocupação com a terrível situação humanitária” do país e pediu que o regime de Bashar Assad dê um fim imediato aos confrontos entre tropas do governo e rebeldes na região, principalmente nas proximidades da capital, Damasco.

Os países-membros da União Europeia (UE), por usa vez, pretendem se reunir para discutir meios de apoiar os esforços do novo enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe à região, Lakhdar Brahimi. Eles também querem “estruturar melhor” o trabalho com a oposição e “aumentar o seu apoio ao povo sírio e aos refugiados, além de contribuir para a preparação de uma transição política”, segundo a alta funcionária da organização europeia, Catherine Ashton.

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Refugiados – Forças leais a Assad estão tentando retomar o pleno controle de Damasco ao mesmo tempo em que combatem os rebeldes na cidade de Alepo, a segunda maior do país, reduto das forças de oposição. Os persistentes bombardeios em áreas sob controle dos insurgentes levaram milhares de pessoas a fugir. Somente no mês de agosto foi registrada a saída de mais de 100 mil sírios do país, elevando para 235 mil a cifra de refugiados em países vizinhos desde o início da revolta, em março de 2011, de acordo com dados da ONU.

(Com Agência France-Presse e Reuters)

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