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Três sobreviventes são achados após naufrágio de cruzeiro

Comissário-chefe de bordo e casal de sul-coreanos já foram resgatados

Por Da Redação 15 jan 2012, 06h33

Três sobreviventes foram localizados neste domingo no cruzeiro Costa Concordia, naufragado nas águas da ilha italiana de Giglio, quase 30 horas após a embarcação ter encalhado, informou Giuseppe Linardi, prefeito regional de Grosseto, província à qual pertence a ilha. O último sobrevivente encontrado, na manhã deste domingo, foi Marrico Giampetroni, comissário-chefe de bordo, que, apesar de apresentar hipotermia e um ferimento na perna quando achado, está em boas condições de saúde.

Galeria: veja as imagens do naufrágio do transatlântico na Itália

Giampetroni estava em uma área alagada, dificultando o acesso dos bombeiros. Além da grande quantidade de água nesse andar do transatlântico, muitos materiais se soltaram no choque e outras partes ameaçam se desprender, o que tornou o resgate perigoso. Embora as equipes de socorro já tenham chegado até onde está, ele ainda não foi retirado da embarcação. Os bombeiros localizaram Giampetroni a partir dos barulhos que seguiram desde as primeiras horas deste domingo no interior das alas do cruzeiro naufragado.

Os outros dois sobreviventes foram resgatados do interior da cabine do navio que ocupavam na noite passada, 24 horas após o acidente. Trata-se de um casal de recém-casados coreanos, Hye Jim Jeong e Kideok Han, ambos de 29 anos, que estavam em viagem de núpcias.

Três pessoas morreram no acidente com o cruzeiro mais importante da companhia italiana Costa Cruzeiros, um peruano membro da tripulação e dois turistas franceses. Segundo as últimas estimativas dos bombeiros, os feridos somam cerca de 50 (dois em estado grave) e os desaparecidos 40. Os sobreviventes relataram cenas de caos no momento do naufrágio, comparando o incidente com cenas do filme “Titanic”.

Capitão – No sábado, o capitão do transatlântico, Francesco Schettino, de 52 anos, foi preso, e pode ser indiciado por homicídio culposo. De acordo com o jornal italiano La Repubblica, o capitão foi interrogado e disse que o navio atingiu uma pedra que não constava nos mapas náuticos. Porém, membros da tripulação acusaram Schettino de imperícia, o que teria provocado o acidente. Ele já foi interrogado e depois levado à prisão de Grosseto, onde deve aguardar uma audiência marcada para a próxima semana.

Contexto – A embarcação tinha 4.234 pessoas a bordo – 53 eram brasileiras, segundo o consulado-geral do Brasil em Roma. Todos os brasileiros já foram identificados e retirados da área, na região da Toscana. A embarcação fazia uma viagem pelo Mediterrâneo e saiu do porto de Civitavecchia, a 80 quilômetros da capital Roma, com destino a Savona, no norte do país. Na sexta-feira, cerca de 2 horas depois de zarpar, por volta das 21h30 (18h30 de Brasília), aconteceu o naufrágio.

(Com agência EFE)

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