Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Três semanas depois de anunciar renúncia, prefeito de Roma volta atrás e fica no cargo

O prefeito de Roma, Ignazio Marino, envolvido em um escândalo de gastos, desistiu da renúncia anunciada há três semanas sob pressão do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi. A decisão causou tumulto em seu Partido Democrático (PD), mesma legenda do premiê da Itália.

Marino continua sem o apoio de Renzi, e sua decisão de permanecer no cargo abre um conflito potencialmente prejudicial para o primeiro-ministro. Em vez de se curvar à pressão do premiê, Marino disse que vai defender o seu posto na prefeitura e desafiar os vereadores de seu partido a votar pela saída dele. Ele disse a jornalistas italianos que quer “uma discussão aberta, franca e transparente”.

Leia também:

Itália é tomada por teorias conspiratórias sobre o ‘tumor cerebral’ do papa

Corte italiana permite que funcionários assistam pornô em horário de almoço

Marino, que tem perdido popularidade desde que foi eleito em 2013, negou qualquer irregularidade quando anunciou sua renúncia em 8 de outubro, sob a acusação de usar dinheiro da cidade para comer e beber com sua família e amigos no que se tornou conhecido como “jantar-gate”.

Ele nunca deixou formalmente o cargo e em sua carta de renúncia original, ele disse que poderia reverter sua decisão se sentisse que o clima político havia mudado. Renzi se distanciou abertamente de Marino, dizendo que ele “perdeu a confiança dos romanos”.

(Com Reuters)