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Texas e Ohio fazem o ‘Dia D’ para Hillary

A disputa entre os democratas Barack Obama e Hillary Clinton pela candidatura à presidência dos EUA pode terminar nesta terça-feira, quando forem divulgados os resultados das prévias nos Estados de Ohio, Texas, Vermont e Rhode Island. É consenso entre analistas que uma derrota em Ohio e no Texas será o fim da linha para a senadora. “É o Dia D da campanha”, definiu Bill Richardson, governador do Novo México e ex-candidato do partido, cujo apoio é cobiçado pelos dois lados. No domingo, ele defendeu que quem sair das primárias de hoje com o maior número de delegados, deve ser o candidato do partido nas eleições de novembro.

De acordo com a Associated Press, Obama tem 1.193 delegados, contra 1.038 de Hillary. A votação de hoje distribuirá mais 444 delegados, dos quais 161 de Ohio e 228 do Texas. Por isso, a tarefa de tirar a vantagem de 155 delegados é quase impossível. Segundo pesquisas da Reuters-Zogby, Hillary tem pequena vantagem em Ohio, 47% a 46%, mas está atrás no Texas, onde Obama lidera por 47% a 43%. Para superar Obama, Hillary teria de obter pelo menos 70% dos votos em Ohio e no Texas. “Baseado nas pesquisas, é provável que ela vença em Ohio e perca no Texas”, disse ao Estado o cientista político Bob Stein, da Rice University, de Houston. “A questão é o que ela vai fazer se ganhar apenas em um dos Estados.”

Campanha – Hillary manteve no domingo o tom levemente ofensivo que sua campanha adquiriu desde que ela começou a sofrer derrotas em série para o rival Obama. Batendo na tecla de que tudo o que Obama tem a apresentar são discursos, e não ações, ela lançou mão até de uma música de Elvis Presley para conquistar os eleitores de Columbus, Ohio, onde esteve no domingo.

Hillary e Obama têm centrado seus últimos discursos nos problemas econômicos atravessados pelo país. Mas os votos que devem fazer a diferença nesta terça são os dos negros e dos latinos – especialmente no Texas, onde ambas as comunidades têm muito peso. E neste quesito, segundo analistas ouvidos por agências internacionais, Obama leva vantagem.