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Terrorista é condenado a 9 anos de prisão por destruir santuário

As construções foram erguidas no século XIV, sobre as tumbas de entidades sagradas muçulmanas

Por Da redação 27 set 2016, 18h43

Juízes do Tribunal Penal Internacional condenaram um terrorista islâmico a 9 anos de prisão nesta terça-feira por destruir santuários sagrados durante o conflito de 2012 no Mali. Esse foi o primeiro caso de estrago de patrimônio cultural julgado pela corte de crimes de guerra.

Segundo o veredito, Ahmad al-Faqi al-Mahdi, membro de um grupo terrorista ligado a Al Qaeda, cometeu um crime de guerra em 2012 ao organizar a demolição de mausoléus históricos e santuários religiosos de suma importância localizados em Timbuktu, região central do Mali. As construções foram erguidas no século XIV sobre as tumbas de entidades sagradas muçulmanas.

Em junho e julho de 2012, “dez dos sítios mais importantes e conhecidos de Timbuktu foram atacados e destruídos, uma atividade de guerra que visou atingir a alma do povo”, disse o juiz que presidiu o caso, Raul Pangalangan. Durante o julgamento, que começou em agosto, Mahdi admitiu ter cometido o crime. “Declaro-me culpado” de crime de guerra, disse o acusado, que pediu perdão ao povo do Mali. Como um dos chefes do grupo, o acusado ordenou e participou dos ataques contra os mausoléus, destruídos com picaretas e enxadas.

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“Peço seu perdão e peço que me considerem como um filho que errou o caminho”, afirmou Mahdi, justificando que se deixou levar por uma “onda maligna” dos grupos islâmicos Al Qaeda e Ansar Dine, que assumiram o controle dos antigos santuários durante um breve período. Esta foi a primeira vez que um acusado se declarou culpado ante o Tribunal Penal Internacional de Haia, uma corte internacional permanente que julga crimes de genocídio, de guerra e contra a humanidade.

Os promotores haviam pedido uma pena de 9 a 11 anos para Mahdi, que permaneceu em silêncio e assentiu quando o veredicto foi lido nesta terça-feira. Embora o crime de destruição de patrimônio cultural seja punível com até 30 anos de prisão, os juízes disseram que a sentença levou em conta sua demonstração de remorso e cooperação com a corte.

Ahmad al-Faqi al-Mahdi é acusado de ser membro do Ansar Dine, um grupo extremista vinculado à Al Qaeda no Magreb Islâmico. A organização jihadista controlou o norte do Mali por quase dez meses em 2012, antes que uma intervenção internacional impulsionada pela França os expulsasse da maior parte do território.

(Com Reuters e AFP)

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