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Terrorista de Viena tinha laços com o Estado Islâmico, diz governo

Agressor tinha dupla cidadania, era natural da Macedônia do Norte e vestia um colete-bomba falso; ataque deixou quatro mortos e 15 feridos

Por Da Redação Atualizado em 3 nov 2020, 10h45 - Publicado em 3 nov 2020, 10h25

Quatro pessoas foram mortas e mais 15 ficaram feridas após um atentado na cidade de Viena, na Áustria na segunda-feira 2. O agressor, que nasceu na Macedônia do Norte e têm vínculos com o Estado Islâmico, foi morto pelas forças de segurança, que também investigam a participação de uma segunda pessoa.

A polícia trata o atentado como um incidente com “motivação islâmica”. O governo austríaco alocou o Exército para fazer a segurança de prédio públicos, enquanto 1.000 agentes estão investigando o ataque. A população, por sua vez, recebeu recomendações de ficar em casa.

O ataque ocorreu às 21h00 (horário local, 17h00, em Brasília), quando o terrorista, vestido um colete bomba falso e portando um fuzil e pistolas, disparou contra um bar próximo de uma sinagoga em Viena. A polícia conseguiu matar o agressor.

O terrorista, de 20 anos de idade, tinha dupla cidadania e era natural da Macedônia do Norte. Em 2019 foi condenado por tentar viajar para a Síria, onde desejava se juntar ao grupo terrorista, segundo ministro do Interior, Karl Nehammer.

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Segundo o ministro, as polícia já realizou uma busca no apartamento de agressor, enquanto busca um possível comparsa que possa ter fugido. Os países vizinho, como a Alemanha e a Republica Checa, anunciaram que reforçaram a fiscalização nas fronteiras.

Repercussão

Em um mês, foram três atentados terroristas na Europa, um na Áustria e outros dois na França. “Nós, franceses, compartilhamos a emoção e a pena do povo austríaco, atingido por um atentado no coração de sua capital, Viena. Depois da França, é um país amigo que é atacado. Não cederemos”, disse o presidente francês, Emmanuel Macron.

“A Europa condena, fortemente, este covarde ato que viola a vida e nossos valores humanos. Estamos juntos com a Áustria”, disse o presidente do Conselho Europeu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse estar “abalada e entristecida”.

A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu que o “terrorismo islamista é nosso inimigo comum” e que a luta contra ele é “nosso combate comum”.

“Nestas horas terríveis, em que Viena é alvo da violência terrorista, meus pensamentos estão com a população que está lá e com as forças de segurança que enfrentam esse perigo”, acrescentou a chanceler, em sua mensagem.

A Arábia Saudita “condenou, fortemente, o ataque terrorista” de Viena. Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores garantiu que o reino está “com a Áustria em todas as medidas que adotar para manter a segurança e proteger os inocentes frente ao extremismo e aos atos terroristas”.

Os Emirados Árabes Unidos também condenaram o ataque terrorista de Viena, afirmando, em um comunicado de seu Ministério das Relações Exteriores, “rejeitar qualquer forma de violência e terrorismo”. O Catar também condenou o atentado e disse, segundo seu Ministério das Relações Exteriores, que “rejeita com firmeza a violência e o terrorismo, sejam quais forem suas justificativas e razões”.

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