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Terremoto na Guatemala mata ao menos 48 pessoas

Tremor deixou dezenas de mortos, cerca de 100 desaparecidos e também foi sentido no litoral do México e em El Salvador, onde não houve danos

Por Da Redação 7 nov 2012, 23h25

Subiu para 48 o número de mortos deixados pelo terremoto de magnitude 7,4 graus na escala Richter que sacudiu a Guatemala nesta quarta-feira, segundo o último boletim oficial divulgado pelo presidente do país, Otto Pérez Molina. Em entrevista coletiva, Molina disse que 39 pessoas morreram no departamento de San Marcos, o mais afetado pelo sismo, outras oito em Quetzaltengo e uma em Sololá, os três territórios no oeste e noroeste do país.

Em torno de 100 pessoas estão desaparecidas, segundo as autoridades locais, que declararam estado de emergência após o país passar pelo que foi considerado o pior tremor em 36 anos. O terremoto destruiu cerca de 50 casas e castigou especialmente a cidade de San Pedro Sacatepequez, a cerca de 250 quilômetros da capital, Cidade da Guatemala. Uma escola desmoronou na localidade, onde pelo menos dez pessoas morreram.

O presidente Molina anunciou a suspensão de atividades públicas na nação e disse que o governo está “focando suas prioridades na vida, no resgate das pessoas e na atenção aos feridos”. Várias áreas tiveram de ser evacuadas no país. A comunicação foi prejudicada e muitos estão sem energia elétrica. O terremoto também foi sentido no país vizinho El Salvador e no México, onde houve evacuamentos de edifícios, mas sem registro de danos ou vítimas.

Histórico – O tremor desta quarta-feira foi o pior sofrido pela Guatemala desde 1976, quando um abalo de magnitude 7,5 pontos na Escala Richter causou a morte de cerca de 20 mil pessoas na região. O hipocentro do terremoto foi registrado no Pacífico, a uma profundidade de 41,6 km e a uma distância de 24 km a sudoeste de Champerico, na Guatemala.

O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico informou que um tsunami bem pequeno foi registrado na costa do país, acrescentando que havia risco de danos num raio de 100 quilômetros do fenômeno.

(Com Agência France-Presse, Reuters e Efe)

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