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Tanques seguem para Homs

Mais de 30 tanques do Exército sírio seguiam neste domingo para a cidade rebelde de Homs (centro), alvo de uma violenta ofensiva há mais de uma semana e onde quatro pessoas morreram durante a manhã, anunciou o opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Ao mesmo tempo, o Exército sírio anunciou que matou e prende vários combatentes estrangeiros em Homs, segundo o jornal Al-Watan, ligado ao regime de Bashar al-Assad.

Em Homs, três pessoas morreram nos bombardeios contra o bairro de Baba Amr, um dos mais castigados desde o início do cerco militar. Disparos em Bab Hud também fizeram uma vítima fatal, segundo o OSDH, que tem sede na Grã-Bretanha.

Há oito dias, as forças de segurança sírias tentam assumir o controle de Homs, terceira maior cidade do país e fortemente mobilizada desde o início da revolta contra o regime de Bashar al-Assad. O Exército Sírio Livre, que afirma contar com 40.000 desertores, mantém áreas de resistência na cidade.

Prova que que a ofensiva continua, “um comboio de mais de 30 tanques e veículos blindados de transporte de tropas foi visto perto da cidade de Nabk, na província de Damasco, seguindo para Homs”, segundo o OSDH.

Mas o governo insiste que a rebelião é comandada por “grupos armados terroristas”.

“Apontamos contra qualquer homem armado, esteja onde estiver, não cooperamos com terroristas”, afirmou uma fonte das forças de segurança, que pediu anonimato, ao jornal Al-Watan.

A mesma fonte afirmou que vários combatentes, alguns de nacionalidades árabes e estrangeiras, foram mortos e outros detidos em Homs.

“As operações são extremamente complexas dada a presença de civis que os homens armados utilizam como escudo humano, o que obriga o Exército a ser prudente para evitar a morte de vítimas inocentes”, completou.

Neste domingo tiveram início os funerais oficiais das vítimas dos atentados de sexta-feira em Alepo (norte), que deixaram 28 mortos e mais de 230 feridos.

O Papa Bento XVI fez neste domingo um apelo urgente pelo fim da violência na Síria e pediu às autoridades deste país que privilegiem o caminho do diálogo e da paz”.

Na oração dominical do Angelus, Bento XVI afirmou que acompanha com “muita apreensão os episódios de violência dramática e crescente na Síria”.

“Nos últimos dias, a violência provocou muitas vítimas e eu rezo por elas, entre elas há crianças, pelos feridos e por todos aqueles que sofrem com um conflito cada dia mais preocupante”, completou.

“Renovo um pedido urgente para que acabe a violência e o sangue derramado. Convido a todos e em primeiro lugar as autoridadades políticas da Síria que privilegiem o caminho do diálogo, da reconciliação e o compromisso a favor da paz”, disse.