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Suposta vítima de Cain oferece testemunho por escrito

Por Chip Somodevilla - 3 Nov 2011, 22h23

O escândalo que envolve o pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Herman Cain ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira, quando uma das duas mulheres que o acusam de assédio sexual apresentou uma declaração por escrito sobre o incidente.

Cain, que teve uma subida meteórica nas pesquisas da corrida republicana, garante que é inocente da acusação de assédio sexual quando presidia a Associação Nacional de Restaurantes, entre 1996 e 1999.

Joel Bennett, advogado de uma das mulheres, apresentou nesta quinta-feira uma declaração por escrito que poderá esclarecer a história e a natureza das acusações.

A Associação Nacional dos Restaurantes informou que seus advogados decidirão na sexta-feira se as cláusulas de confidencialidade do acordo financeiro fechado na década de 90 podem ser levantadas para permitir a divulgação do testemunho.

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A vice-presidente de Relações Públicas da Associação, Sue Hensley, disse que “atualmente estamos revisando o documento e pensamos em responder isto amanhã (sexta-feira)”.

Segundo Bennett, sua cliente ficou irritada com a resposta de Cain sobre o caso e está disposta a esclarecer os fatos.

O site do Washington Politico, que divulgou a história no domingo passado, revelou nesta quinta-feira que a mulher obteve 45 mil dólares no acordo.

A princípio, Cain negou o caso, mas finalmente admitiu ter feito um acordo com uma funcionária da Associação Nacional de Restaurantes envolvendo um suposto assédio sexual.

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Herman Cain, único negro entre os oito candidatos republicanos, afirmou no início da semana que “jamais agrediu alguém sexualmente” e que trata-se de “uma campanha de difamação” visando sua campanha nas primárias.

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