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Sudaneses vão às ruas pelo fim do governo militar, que reage novamente

Manifestação deste domingo foi a maior desde 3 de junho, quando os militares mataram dezenas de civis

Por Da Redação 30 jun 2019, 21h57

A oposição no Sudão convocou neste domingo, 30, dezenas de milhares de manifestantes mobilizados em Cartum a caminhar até o palácio presidencial, depois que a polícia usou gás lacrimogêneo contra a multidão.

Os opositores multiplicaram os protestos em diversas cidades, enquanto no exterior são reforçados os pedidos de prudência para evitar um novo massacre como o do início do mês.

A manifestação deste domingo foi a maior desde 3 de junho, quando os militares dispersaram um acampamento diante do quartel-general do Exército, com um balanço de dezenas de mortos.

A Aliança para a Liberdade e a Mudança (ALC), que lidera os protestos, convocou uma grande manifestação para exigir uma transferência de poder aos civis.

Em três bairros de Cartum, Bari, Arkaweit e Al Mamura, a polícia usou gás lacrimogêneo contra os militantes que gritavam “poder civil”, afirmaram testemunhas.

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As forças de segurança também reprimiram os manifestantes na cidade de Gadaref, leste do país.

“Convocamos nosso povo revolucionário na capital para que siga até o palácio para exigir justiça para os mártires e que o poder seja entregue de imediato aos civis, sem condições”, afirmou a Associação de Profissionais Sudaneses (SPA), que integra a ALC.

A marca do “milhão” poderia ser um teste para comprovar a capacidade de mobilização dos organizadores do movimento. Mas também para o Conselho Militar de Transição, que comanda o país desde que o Exército destituiu e prendeu em 11 de abril o presidente Omar al-Bashir.

As autoridades bloqueiam há várias semanas a internet, uma ferramenta estratégica para mobilizar os manifestantes desde o início do inédito movimento de protesto no Sudão em 19 de dezembro de 2018.

(com AFP)

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