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Soldado russo se declara culpado em julgamento por crimes de guerra

Promotoria da Ucrânia acusa soldado russo do assassinato de um civil de 62 anos, um dos três primeiros casos de crimes de guerra no conflito com a Rússia

Por Da Redação 18 Maio 2022, 10h05

Um militar russo em julgamento por cometer crimes de guerra na Ucrânia declarou-se culpado nesta quarta-feira, 18. Este é o primeiro caso do tipo desde que Moscou invadiu o país.

Vadim Shishimarin, sargento de 21 anos, foi questionado no tribunal distrital de Kiev se ele era culpado das acusações, incluindo crimes de guerra e assassinato premeditado. Ele respondeu: “Sim”.

O militar russo foi acusado de matar um homem de 62 anos no nordeste da Ucrânia, na região de Sumy, de acordo com o gabinete da procuradoria-geral do país. Ele teria roubado um carro com quatro outros soldados enquanto tentava fugir de combatentes ucranianos e depois matar a tiros o civil desarmado, que estava em uma bicicleta.

O crime teria acontecido perto da casa da vítima e foi cometido usando uma AK-74. O caso foi apresentado a um tribunal criminal nesta semana e o acusado está sob custódia do governo ucraniano.

Na sala lotada do tribunal, o soldado russo apareceu em uma caixa de vidro, diante de dezenas de câmeras. Ele se recusou a falar quando foi questionado pelo tribunal, mas será interrogado mais tarde.

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+ Crimes de guerra: Ucrânia inicia primeiro julgamento contra soldado russo

Shishimarin contou com um intérprete ucraniano-russo enquanto ele lia as acusações. Seu advogado de defesa, Viktor Ovsyannikov, sentou-se no mesmo banco do intérprete.

A família da vítima também está no tribunal e deve testemunhar.

O caso está sendo preparado desde abril pela procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova

“Os promotores e investigadores do SBU [serviços secretos ucranianos] coletaram evidências suficientes de seu envolvimento na violação das leis e acordos de guerra. Por essas ações, ele pode pegar de 10 a 15 anos de prisão ou prisão perpétua”, afirmou uma autoridade da procuradoria-geral.

+ ONU aponta para evidências crescentes de crimes de guerra na Ucrânia

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