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Síria derruba avião turco e aumenta a tensão na fronteira

Artilharia abateu o caça após uma suposta invasão de espaço aéreo. Turquia declarou que tomará as 'atitudes necessárias' após o incidente ser esclarecido

A Síria admitiu ter derrubado um avião militar turco nesta sexta-feira após o caça F-4 ter supostamente invadido o seu espaço aéreo. Um comunicado da agência estatal de notícias informa que por volta do meio-dia de sexta, uma aeronave não identificada entrou na Síria em grande velocidade e baixa altitude, e foi abatida pela artilharia antiaérea do país. Segundo a nota, o caça pegou fogo e caiu no Mar Meditarrâneo, a dez quilômetros da costa do vilarejo de Om al-Tuyor.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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A confirmação acontece horas depois do premiê turco Recep Tayyip Erdogan ter anunciado o desaparecimento de um caça com dois tripulantes perto da fronteira com a Síria. Após uma reunião de emergência com autoridades militares, Erdogan concluiu que a aeronave havia sido abatida pelos sírios. O premiê não deu detalhes sobre a missão que o F-4 realizava no local e evitou fazer ameaças ao governo de Damasco, deixando claro que as marinhas turca e síria trabalham em cooperação na busca pelos pilotos desaparecidos.

Apesar do tom comedido do pronunciamento, no entanto, a Turquia, integrante da Otan, não descartou uma resposta mais energética ao ataque. “Quando o incidente estiver plenamente esclarecido, tomaremos todas as atitudes necessárias com determinação”, declarou o premiê.

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Tensão na fronteira – As relações diplomáticas entre os dois países vizinhos vêm se deteriorando nos últimos meses, com o aumento da repressão da ditadura de Bashar Assad ao movimento popular que pede a sua saída. Erdogan já pediu diversas vezes que o presidente sírio deixe o poder e recentemente expulsou os diplomatas sírios do país. Desde o início do conflito, a Turquia recebeu mais de 30.000 refugiados sírios e abriga diversos grupos de oposição ao regime de Assad.

(Com agência France-Presse)