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Síria atribui à Al Qaeda explosões desta sexta em Damasco

Duas bombas atingiram as imediações de edifícios de segurança e mataram 40

Duas explosões atingiram nesta sexta-feira as imediações de dois edifícios da Segurança Central em Damasco, segundo a agência de notícias estatal Sana, que apontou que a organização terrorista Al Qaeda estaria por trás dos atentados. Ao menos 40 pessoas morreram, a maioria civis, e 150 ficaram feridas pelos atentados suicidas, de acordo com a emissora de televisão libanesa Al-Manar, voz do grupo pró-sírio Hezbollah.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

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Em comunicado, a Sana destacou que as investigações preliminares apontam a Al Qaeda como responsável pelas explosões, que ocorreram perto do edifício da Segurança do Estado e de uma filial do mesmo departamento na capital síria. A agência destacou que as duas operações terroristas foram executadas por suicidas com carros-bomba.

Além disso, o Observatório Sírio de Direitos Humanos indicou que foram escutados fortes disparos na região em uma nova jornada de violência, no dia seguinte à chegada da primeira delegação de observadores da Liga Árabe para comprovar a cessação da violência no país. O Observatório acrescentou que reforços militares chegaram nesta manhã à localidade de Dael, na província de Deraa, para efetuar uma campanha de detenções.

Segundo os opositores Comitês de Coordenação Local, ao menos quatro pessoas morreram nesta sexta-feira, que se somam às 41 que perderam a vida na quinta como consequência da repressão do regime em distintas localidades do país. Estes novos atos violentos foram registrados depois da chegada dos analistas da Liga Árabe para comprovar se o regime cumpre a iniciativa para solucionar a crise no país, que estipula, entre outros pontos, o fim da violência.

Na quinta, a agência estatal divulgou que o governo enviou uma carta à Assembleia Geral e ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na qual cifrou em mais de 2 mil o número de membros das Forças Armadas mortos nos últimos meses. Desde que começaram os protestos, em março, mais de 5.000 pessoas morreram pela repressão governamental, segundo a ONU, apesar de Damasco culpar grupos terroristas da violência.

(Com agência EFE)