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Silvio Berlusconi volta à cena política de olho na corrida presidencial

Líder do Forza Italia intensifica campanha e ameaça retirar o partido do governo se Mario Draghi for eleito presidente

Por Nathalie Hanna Atualizado em 11 jan 2022, 18h22 - Publicado em 11 jan 2022, 17h18

O ex-premiê italiano Silvio Berlusconi, de 85 anos, ameaçou retirar o partido Forza Italia caso o atual primeiro-ministro, Mario Draghi, seja eleito presidente ainda neste mês. A votação, que é secreta, começará no dia 24 e será realizada por mais de mil parlamentares e representantes regionais. 

O pleito deve passar por vários turnos antes da eleição de um sucessor de Sergio Mattarella, que deixa o cargo em 3 de fevereiro. 

Berlusconi, que já atuou quatro vezes como primeiro-ministro, está em Roma a partir desta terça-feira em busca de votos, enquanto aumenta a própria campanha presidencial. 

O magnata é o favorito entre os partidos de direita para o mandato de sete anos. No entanto, Draghi, que é creditado por restaurar a estabilidade na Itália, além de manter a ampla coalizão alinhada, é apontado como o favorito.

Segundo relatos da imprensa italiana, Berlusconi disse que sem Draghi como primeiro-ministro, “Forza Italia deixaria a maioria”. A potencial promoção de Draghi corre o risco de antecipar as eleições gerais em um ano. Em uma pesquisa divulgada na terça-feira, mais de 50% dos italianos disseram que Draghi era a pessoa mais adequada para o cargo, enquanto 39% apoiavam Berlusconi.

Depois que Berlusconi foi condenado por fraude fiscal em 2013, ele ficou temporariamente banido de cargos públicos. O bilionário italiano ainda está sendo julgado por suposto suborno de testemunhas em um caso de prostituição de menores ligado às suas notórias festas sexuais “bunga bunga”.

O vice-líder do Forza Itália, Antonio Tajani, ressaltou que Draghi precisa permanecer como primeiro-ministro e que, com Berlusconi como presidente, o governo seria sólido. “Somente Draghi pode fazer esse trabalho (de primeiro-ministro)”, disse Tajani a um jornal italiano. “Sem Draghi é impossível ter um governo de unidade. Estamos participando deste governo por causa de Draghi.”

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