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Seul e EUA vão realizar manobras militares na península

Operações conjuntas ocorrem em um momento de tensão na região coreana

Por Da Redação 21 fev 2013, 09h26

Estados Unidos e Coreia do Sul realizarão durante dois meses as manobras militares anuais por terra, mar e ar, em um momento de tensão na península coreana. As manobras, chamadas Foal Eagle, devem ocorrer entre 1º de março e 30 de abril. Os dois países também organizarão manobras simuladas por computador entre 11 e 21 de março.

A Coreia do Norte é contrária às manobras, que considera exercícios de treinamento para uma invasão do norte da península coreana. Washington e Seul afirmam que são apenas “manobras defensivas”. A operação contará com 10.000 soldados americanos e um número igual ou superior de soldados sul-coreanos.

Os Estados Unidos têm presença militar na Coreia do Sul desde a guerra da Coreia (1950-1953). Atualmente, 28.500 soldados estão no país. Desde 12 de dezembro, quando a Coreia do Norte lançou um foguete que parte da comunidade internacional considerou um teste nuclear camuflado, a Coreia do Sul executa exercícios militares.

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Programa nuclear – Nesta quinta-feira, a Coreia do Norte reforçou suas defesas contra um Estados Unidos “hostil” com seu terceiro teste nuclear, disse o país nesta quinta-feira, por meio da agência estatal KCNA. O governo de Pyongyang também lembrou que nações que cederam à pressão dos EUA para abandonar planos nucleares sofreram “trágicas consequências”

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A Líbia abandonou seu programa nuclear em 2003, em uma tentativa de melhorar as relações com os Estados Unidos, e mais tarde viu Muamar Kadafi ser deposto em uma revolta que foi apoiada militarmente por Washington. “As consequências trágicas nos países que abandonaram seus programas nucleares pela metade provam claramente que a RPDC (República Popular Democrática da Coreia) foi muito perspicaz e certa quando fez a opção (nuclear).”

Testes – Na semana passada, a Coreia do Norte realizou seu maior teste nuclear até agora, em desafio às resoluções da ONU, e recebeu advertências de sanções mais duras contra o Estado isolado e empobrecido e seu jovem governante, Kim Jong-un. A Coreia do Norte disse à China, sua única grande aliada, que planeja realizar mais testes nucleares, de acordo com uma fonte com ligações estreitas com as lideranças de ambos os países.

Os testes são uma resposta às sanções mais rígidas impostas pela ONU em janeiro, depois que o país lançou um foguete de longo alcance no ano passado, em um movimento que críticos disseram que foi concebido para comprovar a tecnologia de um míssil balístico intercontinental. A Coreia do Norte recentemente intensificou sua retórica contra a Coreia do Sul, ameaçando destruir o vizinho rico e democrático.

A maioria das avaliações militares sugere que a Coreia do Norte perderia qualquer guerra contra o Sul apoiado pelos EUA, e que seus líderes não correriam o risco de iniciar um grande conflito. Em 2010, a Coreia do Norte foi acusada de afundar um navio militar sul-coreano e no mesmo ano bombardeou uma ilha sul-coreana, matando quatro pessoas, incluindo dois civis.

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(Com agência France-Presse e Reuters)

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