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Sensor infravermelho foi usado para encontrar suspeito do atentado em Boston

Equipamento apontou que havia alguém embaixo de lona que cobria barco em Watertown. Dzhokhar Tsarnaev foi capturado depois de 22 horas de buscas

Por Da Redação - 20 abr 2013, 13h00

Policiais disseram ter usado um sensor de imagem térmica a partir de um helicóptero para descobrir se havia um corpo dentro de um barco coberto com uma lona no quintal de uma casa em Watertown. O dispositivo, que detecta a radiação infravermelha, apontou uma fonte de calor e confirmou que havia uma pessoa, ainda viva, embaixo da cobertura de plástico. A partir daí, as equipes conseguiram localizar e deter Dzhokhar Tsarnaev, de 19 anos, apontado como um dos responsáveis pelo atentado em Boston.

“Nós temos o que chamamos de Flir (sigla em inglês para sensor de visão frontal infravermelha) no helicóptero. O aparelho captou o sinal de calor do indivíduo”, disse Timothy Alben, chefe da polícia estadual de Massachusetts, depois da captura do suspeito. “O helicóptero conseguiu direcionar as equipes táticas para aquela área”, acrescentou, segundo jornal The Washington Post.

O jovem foi detido nesta sexta-feira, depois de mais de 20 horas de buscas em Watertown, na região metropolitana de Boston. A caçada havia começado ainda na noite de quinta, quando o irmão mais velho de Dzhokhar, Tamerlan Tsarnaev, de 26 anos, foi morto.

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Na segunda-feira, duas explosões quase simultâneas perto da linha de chegada da Maratona de Boston deixaram três mortos e mais de 170 feridos – quase 60 continuam internadas. Os dois suspeitos foram identificados pelo FBI, a polícia federal americana, a partir de imagens de câmeras de segurança gravadas durante a corrida de rua.

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Sem direito de ficar calado – Depois de ser capturado, Dzhokhar foi levado ao hospital com ferimentos graves. Ele poderá ser acusado por crimes relacionados ao terrorismo em breve, mesmo internado, segundo uma fonte do Departamento de Justiça ouvida pela rede CNN. Ele também poderá responder por homicídio em Massachusetts. Não há pena de morte no estado, mas Dzhokhar poderá receber uma pena capital imposta pela justiça federal.

Entenda a história chechena por trás dos suspeitos

Agentes federais informaram que usarão um princípio de exceção para não usar o “Aviso de Miranda” no caso de Dzhokhar. Com isso, ele não terá o direito de ficar calado evitando se autoincriminar.

Em 2010, o Departamento de Justiça previu casos em que o aviso não seria dado a suspeitos de terrorismo capturados. A exceção permite que os policiais realizem interrogatórios diante de uma preocupação imediata relacionada à segurança pública.

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