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Senadora opositora reivindica direito de assumir Presidência da Bolívia

Jeanine Añez considera que deve assumir governo provisoriamente com o vácuo pelas renúncias de Evo Morales e outros da linha de sucessão

Por AFP - Atualizado em 11 nov 2019, 03h57 - Publicado em 11 nov 2019, 03h54

A senadora da oposição Jeanine Añez, segunda vice-presidente da Câmara dos Senadores, revindicou neste domingo 10 o direito de assumir a Presidência da Bolívia, após existir um vácuo de poder pelas renúncias do presidente Evo Morales e outras autoridades da cadeia de sucessão constitucional.

A Constituição boliviana prevê que o sucessor do presidente é o vice-presidente ou na falta deles, os titulares de senadores ou deputados por ordem de prelação. Hoje todos eles renunciaram aos seus cargos.

O primeiro vice-presidente do Senado, Rubén Medinacelli, das fileiras da situação, também renunciou, de forma que Añez crê que lhe corresponde assumir o cargo deixado vácuo com a renúncia de Morales.

“Estou na segunda vice-presidência e na ordem constitucional me corresponderia assumir este desafio (da presidência) com o único objetivo de convocar novas eleições”, disse Añez, entrevistada pela emissora de TV privada Unitel.

Morales demitiu-se do cargo neste domingo, pressionado por militares, policiais e comitês civis que exigiram que deixasse o cargo que ocupava desde 2006, a fim de “pacificar o país”.

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Seguiram-no seu vice, Alvaro García, e os presidentes Adriana Salvatierra (Senado) e Víctor Borda (Deputados), que formam a cadeia de sucessão constitucional, ante a saída do primeiro mandatário, segundo a Carta Magna.

Um governo de transição, insistiu Añez, será para renovar o Tribunal Supremo Eleitoral e convocar eleições, em um prazo de 90 dias, segundo a Constituição.

A senadora também defendeu a convocação de sessões do Congresso bicameral, o mais rapidamente possível, “para considerar a renúncia dos primeiros mandatários”. También se necessita – de forma prévia – uma sessão de senadores para elegê-la no cargo de presidente.

Para isso, Añez deverá obter um “consenso dos movimentos cívicos” que pediram nas ruas a renúncia de Morales. A sorte do ex-mandatário foi definida com a solicitação de militares e de policiais amotinados para que deixasse o cargo.

Morales e grande parte de seu governo renunciaram neste domingo, após um relatório da auditoria da OEA que apontou irregularidades nas eleições de domingo, 20 de outubro.

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