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Secretário-geral ibero-americano orienta A. Latina a se preparar para crise

Por Da Redação 10 nov 2011, 10h57

Madri, 10 nov (EFE).- O secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, advertiu nesta quinta-feira que se a crise na Europa se prolongar, poderá chegar à Ásia e também à América Latina, e considerou que ‘é preciso se preparar’.

‘Estamos no planeta Terra e se a crise se mantiver, mais cedo ou mais tarde, vai chegar a nós’, destacou Iglesias em Madri durante seu discurso em um fórum organizado pela Casa de América e a Agência Efe.

O chefe da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib) mencionou a importância que tem para a América Latina a demanda de matérias-primas pelos países asiáticos, e afirmou que caso a crise europeia se prolongue, estes países poderiam ser afetados.

‘Isso pode influir na demanda e nos preços das matérias-primas’, além de ter um impacto nos investimentos, e, por isso, ‘é preciso se preparar, por via das dúvidas’.

O planejamento deve ser realizado através de ‘uma macroeconomia sensata’, com disciplina fiscal e uma boa conduta monetária, além da promoção das reformas educacional, de produtividade e de competitividade baseada na inovação, considerou.

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A isso, deveria ser acrescentado um impulso à integração regional para ‘fortalecer os mercados regionais’.

‘A América Latina tem uma grande oportunidade nesta década para se posicionar nos mercados mundiais’, acrescentou o chefe da Segib, que lembrou que já há três países da região – Brasil, México e Argentina – no G20, e quatro – com a Espanha – da área Ibero-Americana.

Apesar de apontar que a América Latina ‘passou a ser um ator mundial importante’, o secretário-geral indicou, no entanto, que para o futuro da região é necessário que a crise que afeta a Europa ‘se regule’.

Para isso, Iglesias considerou necessário que a União Europeia e suas instituições, como o Banco Central Europeu (BCE), agilizem suas decisões em um momento tão complexo como o atual e ajam ‘com maior rapidez’.

‘A especulação se desenvolve na falta de decisões’, concluiu. EFE

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