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Saleh diz que violência em Sana procura ‘acender chama da guerra’

Sana, 24 nov (EFE).- O presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, condenou as ações de violência registradas nesta quinta-feira em Sana porque ‘têm como objetivo acender a chama da guerra cada vez que se vislumbra um raio de esperança para conseguir a paz’, em alusão à assinatura de um acordo que estipula sua saída do poder nesta quarta-feira.

Saleh, que está em Riad e cujas declarações foram divulgadas pela agência iemenita ‘Saba’, se referia ao ataque de grupos armados de supostos partidários seus contra um grande protesto de opositores que terminou com pelo menos cinco mortos.

‘Há elementos que não desejam a segurança, a estabilidade e a paz no Iêmen e que trabalham para acender a chama da guerra e gerar o caos cada vez que se vislumbra um raio de esperança para conseguir a paz no país’, declarou.

O presidente iemenita expressou seu pesar pela manutenção da violência e manifestou seu desejo de que estas ações, que ‘têm como alvo inocentes e que tentam desestabilizar o país’, não se repitam.

Saleh determinou ao Ministério do Interior a abertura de ‘uma investigação imediata e total para apresentar os culpados dos crimes à Justiça, independentemente do lado que forem’.

O ataque de seus supostos partidários, que abriram fogo contra manifestantes que pediam que o presidente fosse julgado por seus crimes, deixou cinco mortos e mais de 40 feridos, entre eles seis baleados, segundo disseram fontes de hospitais à Agência Efe.

Saleh também pediu ao povo iemenita e especialmente aos partidos políticos que enfrentem ‘sua responsabilidade patriótica para propiciar um ambiente adequado que tire o país dos efeitos da crise’, que se arrasta há dez meses.

Apesar de nesta quarta-feira o governante ter assinado em Riad a iniciativa do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) que estipula uma transferência do poder ao atual vice-presidente, Abd al Rab Mansur al-Hadi, no prazo de 30 dias, a crise no Iêmen não parece ter sido resolvida.

O plano do CCG também estabelece a realização de eleições presidenciais em três meses e concede garantias de imunidade a Saleh e seus colaboradores, uma cláusula rejeitada pelos opositores, que protestaram por esse motivo. EFE