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Rússia se prepara para um de seus maiores exercícios militares

As relações entre Moscou e os Estados Unidos estão cada vez mais tensas e o treinamento pode agravar a situação

Por Da redação
Atualizado em 24 ago 2017, 20h30 - Publicado em 24 ago 2017, 16h02
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  • A Rússia está se organizando para o que deve ser um de seus maiores exercícios militares desde a Guerra Fria. A Otan já comunicou que deve observar de perto a demonstração de poder bélico russa, que ocorre em um momento de escalada na tensão entre Moscou e o Ocidente.

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    Especialistas estimam que até 100.000 militares e funcionários do governo dedicados à logística participarão do evento, que ocorrerá em setembro em Belarus, Kaliningrado e na própria Rússia. Moscou negou as previsões e estima que um número bem menor de soldados deve participar.

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    O exercício, que será realizado entre 14 e 20 de setembro, tem como plano de fundo as cada vez mais tensas relações entre a Rússia e os Estados Unidos. O Congresso americano impôs recentemente novas sanções contra Moscou, em resposta a acusações de interferência nas eleições de 2016.

    As primeiras tropas russas devem chegar em Belarus já em agosto. Moscou garante que a demonstração é apenas um exercício militar regular, o Zapad 17, organizado a cada quatro anos e que estava sendo planejado antes mesmo da escalada na tensão com os americanos. As forças armadas russas sofreram uma rápida modernização na última década e manobra é uma chance de treinamento em massa.

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    A Otan, no entanto, comunicou que deve observar o evento. “Vamos monitorar o Zapad 17 de perto, mas a Otan não está planejando nenhuma grande grande movimentação durante os exercícios”, disse um oficial da organização ao The Guardian. “Nossos exercícios são planejados com antecedência e não são relacionados com as manobras russas.”

    O vice-presidente americano Mike Pence discutiu o treinamento militar durante sua visita a Estônia em julho e levantou a possibilidade de instalar um de seus sistemas de defesa antimíssil no país. Os Estados Unidos também podem deslocar algumas tropas extras para a nação, que faz fronteira com a Rússia.

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