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Rússia está pronta para discutir troca de prisioneiros com EUA, diz Lavrov

Ministro das Relações Exteriores disse que negociações sobre a estrela do basquete Brittney Griner irão acontecer entre Biden e Putin, longe da imprensa

Por Matheus Deccache 5 ago 2022, 15h13

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta sexta-feira, 5, que o Kremlin está pronto para discutir com os Estados Unidos a troca de prisioneiros por canais previamente estruturado pelos presidentes, de acordo com a agência de notícias estatal russa RIA Novosti. 

A fala de Lavrov confirma os rumores de que ambos os governos estavam negociando a troca do traficante de armas Viktor Bout, preso em solo americano desde 2012, pela estrela do basquete feminino americana, Brittney Griner, e o ex-fuzileiro naval americano, Paul Whelan, ambos detidos na Rússia.

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“Existe um canal específico que foi acordado pelo presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente americano, Joe Biden, e não importa o que alguém diga publicamente, este canal permanecerá em vigor”, disse o chanceler no encontro da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

A informação foi confirmada pelo secretário de Estado americano, Antony Blinken, que disse na mesma cúpula que os Estados Unidos irão prosseguir com as negociações com a Rússia. 

“Apresentamos uma proposta substancial na qual Moscou deveria se envolver conosco. E o que o ministro das Relações Exteriores Lavrov disse esta manhã é que eles estão preparados para fazer isso através dos canais que estabelecemos”, disse Blinken em coletiva de imprensa.

Os comentários de ambos os lados sugerem que um processo de negociação, que já se mostrou complexo, pode acelerar nos próximos dias. Quando Paul Whelan foi condenado por espionagem em 2020, o Kremlin já havia proposto uma troca por Viktor Bout, que foi negada pela Casa Branca.

O governo americano crê que a condenação de Griner se trata de uma jogada política para impulsionar as negociações. Para Blinken, a pena da atleta levanta dúvidas sobre o sistema judiciário russo e o uso de detenções injustas por parte do governo para servir sua própria agenda utilizando indivíduos como peões políticos. 

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Veterana da Liga de Basquete Feminino (WNBA) e considerada uma das maiores jogadoras de todos os tempos, a atleta foi detida em 17 de fevereiro em um aeroporto nos arredores da capital, acusada de carregar cartuchos de óleo de maconha, substância ilegal em território russo, para serem usados em um cigarro eletrônico. Ela foi condenada na quinta-feira 4 a nove anos de prisão.

Em depoimento, Griner pediu desculpas às suas companheiras de equipe e disse que havia cometido um “erro honesto”, acrescentando que por isso se declarou culpada, mas que em momento algum teve a intenção de infringir a lei. Ela também rejeitou as implicações políticas de seu caso e fez um apelo diretamente à juíza do caso, Anna Sotnikova.

“Sei que todo mundo continua falando sobre ‘peão político’ e ‘política’, mas espero que isso esteja longe deste tribunal”, disse a jogadora. 

Nesta sexta, um funcionário do Departamento de Estado americano disse que não houve um encontro entre Blinken e Lavrov durante a cúpula e que o secretário não tinha intenção de fazê-lo. Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, informou à imprensa que a Rússia não irá discutir publicamente sobre a possibilidade da transferência.

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“Se discutirmos através da imprensa algumas nuances relacionadas à troca, essas trocas nunca acontecerão. Os americanos já cometeram esse erro”, disse ele.

Por fim, Peskov foi questionado se existia a possibilidade de Putin perdoar Griner. Em resposta, o porta-voz disse que há um procedimento legal pelo qual o condenado pode recorrer das decisões judiciais. De acordo com a legislação nacional, para iniciar o processo de clemência, o condenado precisa escrever uma petição ao presidente russo. 

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