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Rússia detém ao todo cinco suspeitos pela morte de opositor de Putin

Um dos dois homens detidos na manhã deste domingo é o irmão mais novo de outro suspeito preso ontem

Por Da Redação - 8 mar 2015, 11h00

A polícia russa anunciou neste domingo que mantém sob custódia cinco suspeitos por possível envolvimento no assassinato do opositor Boris Nemtsov, ocorrido em 27 de fevereiro perto do Kremlin. Um dos dois homens detidos na manhã deste domingo é o irmão mais novo de Anzor Gubashev, cuja detenção junto a Zaur Dadayev foi anunciada no sábado, de acordo com Albert Barakhoyev, secretário do Conselho de Segurança da república russa da Inguchétia.

Os dois suspeitos foram presos na Inguchétia, mas nasceram na Chechênia, no Cáucaso. O quinto detido não teve a sua identidade revelada e não há informações sobre a ação que levou a sua captura. Um porta-voz da Comissão de Investigação, Vladimir Markine, se limitou a indicar em seu Twitter que a comissão havia pedido a um tribunal de Moscou que confirmasse “a prisão de cinco pessoas ligadas ao assassinato de Boris Nemtsov. A investigação continua”.

As duas primeiras prisões foram anunciada no sábado pelo chefe do FSB (Serviço Federal de Segurança), Alexander Bortnikov. De acordo com a agência de notícias RIA Novosti, Dadayev foi vice-comandante de um batalhão do ministério do Interior da Chechênia. Por sua vez, Gubashev trabalhava para uma empresa de segurança privada, em Moscou.

O assassinato de Boris Nemtsov, um dos principais opositores do presidente Vladimir Putin e conhecido por seu combate à corrupção, provocou comoção no país. Nemtsov recebeu quatro tiros nas costas, enquanto caminhava com sua namorada em uma ponte no centro de Moscou, perto do Kremlin e da Praça Vermelha.

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Em princípio, os suspeitos devem ser levados a um tribunal de Moscou ainda neste domingo, segundo indicou uma porta-voz da justiça, Anna Fadayeva. Os investigadores não forneceram nenhuma indicação sobre qual teria sido a motivação para o assassinato, mas sugeriram que Nemtsov foi executado para desestabilizar a Rússia.

Os investigadores não descartam nenhuma hipótese: de crime político à pista islamita, pelo apoio de Nemtsov à revista satírica francesa Charlie Hebdo, ou até mesmo um assassinato ligado ao conflito ucraniano executado por “elementos radicais”.

(Com agência AFP)

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