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Rússia descumpre acordo e envia navios de guerra à Síria

Governo russo havia dito que não mandaria novas armas ao país instável

Por Da Redação - 10 jul 2012, 09h59

A Rússia enviou nesta terça-feira uma frota de navios de guerra, liderada pelo Almirante Chabanenko (especializado no combate contra submarinos), em direção à Síria. O envio acontece um dia após o governo sírio afirmar que vai enviar ‘novas armas’ à Síria enquanto a situação neste país continuar instável.

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Entenda o caso

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  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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A frota zarpou do porto de Severomorsk, perto de Murmansk (noroeste), única base naval russa no Mediterrâneo, com destino ao porto sírio de Tartus, anunciou a agência Interfax. Três barcos de transporte de tropa acompanham o Almirante Chabanenko e outros dois navios se unirão à frota, segundo a agência russa, que citou fontes militares e diplomáticas. “O programa da viagem inclui uma escala no porto sírio de Tartus”, afirmou uma fonte, não identificada, à agência.

“A Rússia, assim como outros países, está preocupada com a situação na Síria”, disse na segunda-feira o número dois da unidade do Exército russo responsável pelo comércio de armas, Vyacheslav Dzirkaln. “Até que a situação se estabilize, nós não vamos enviar armas novas à Síria”, disse. Contudo, não ficou claro se o governo russo interromperia o envio de qualquer arma ou apenas o de ‘novas armas’.

A Rússia segue como um dos poucos aliados do regime de Bashar Assad, acusado de reprimir com intensa violência os protestos contra seu governo. Junto à China, a Rússia bloqueou a aplicação de sanções à Síria no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, classifica como uma tentativa de ‘bloquear’ os progressos na Síria.

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(Com agência France-Presse)

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