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Romney ataca Obama enquanto presidente faz campanha em reduto republicano

Por Da Redação - 17 jul 2012, 22h05

Miriam Burgués.

Washington, 17 jul (EFE).- O provável candidato republicano nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, Mitt Romney, passou nesta terça-feira para a ofensiva e disse que se Barack Obama for reeleito o país corre risco de viver uma ‘calamidade fiscal’ e do desemprego aumentar.

Enquanto isso, Obama fez campanha em um reduto conservador, o Texas, para arrecadar fundos e atrair a eleitores latinos e homossexuais.

Após passar alguns dias de descanso ao lado de sua família em New Hampshire, Romney voltou com tudo para a campanha eleitoral ao realizar atos na Pensilvânia, nos quais adotou um tom mais ofensivo em relação a Obama, a quem acusou de ‘atacar’ as pessoas que fazem sucesso e de ‘insultar’ os empresários.

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Já o Obama viajou para o Texas, um estado conservador onde nenhum candidato democrata venceu desde 1976, com o objetivo de arrecadar fundos e de conquistar os eleitores latinos e homossexuais do reduto republicano.

O tema central dos ataques de Romney contra o presidente continua sendo a fraqueza da economia, mas sua campanha somou nas últimas horas outra acusação: a de que o Governo de Obama favoreceu com contratos e dinheiro doadores que apoiam sua reeleição, o que foi negado pela Casa Branca.

Os democratas, por sua vez, questionam o papel desempenhado por Romney na Bain Capital quando ele dirigia a empresa, que investiu em companhias especializadas em transferir empregos para o exterior, e seguem pressionando para que o republicano divulgue suas declarações de impostos anteriores a 2010.

‘Se Obama for reeleito, vamos ver níveis críticos de desemprego e estaremos à beira de uma calamidade fiscal’, advertiu hoje Romney durante um comício em Irwin, no estado da Pensilvânia, onde também participou de um ato de arrecadação de fundos em Pittsburgh.

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A filosofia do presidente, que apoia um Governo que se ‘intromete em nossas vidas, não funciona’, questionou. Obama ‘ataca os que têm sucesso e com seu Governo tivemos menos êxito. Eu vou mudar isso’, prometeu o ex-governador de Massachusetts, que será nomeado oficialmente candidato presidencial republicano na convenção de seu partido que será realizada no final de agosto em Tampa, na Flórida.

Romney também disse que o presidente ‘insulta’ empresários de sucesso como Henry Ford e Bill Gates com comentários como os que fez na semana passada durante um comício na Virgínia, quando sugeriu que os empreendedores que prosperam conseguem isto em parte graças apoio governamental.

O ex-governador, no entanto, está enfrentando uma pressão crescente dentro e fora de seu partido para que divulgue suas declarações de impostos anteriores a 2010, algo que até agora se negou a fazer, segundo ele, por medo que os democratas distorçam as informações, conforme disse hoje para a publicação conservadora ‘National Review Online’.

Também por causa de pressões, Romney revelou em janeiro que pagou uma taxa efetiva de impostos em torno de 15%, abaixo dos encargos aplicados à maioria dos cidadãos.

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No dia em que Romney esteve na Pensilvânia, a campanha democrata publicou hoje no estado um novo anúncio no qual lembra que o republicano tem operações financeiras no exterior, algumas em paraísos fiscais, e que ele se recusa a divulgar suas declarações.

Obama sustentou no Texas que esse estado ‘não está entre os mais disputados’ nas eleições de novembro, mas afirmou que ‘isso vai mudar em breve’, em referência aos analistas que apontam que transformações demográficas causarão uma mudança na tendência política do local.

Durante um comício em San Antonio, com a atriz Eva Longoria como anfitriã, o presidente fez o mesmo discurso de defesa da classe média que caracterizou seus últimos pronunciamentos.

Em seguida, em Austin, Obama realizou outro comício em um ato patrocinado por uma organização em defesa dos homossexuais. EFE

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