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Romênia: 7.000 opositores pedem saída do presidente

Por Daniel Mihailescu - 19 jan 2012, 14h39

Cerca de 7.000 romenos, segundo a polícia, participaram de uma manifestação nesta quinta-feira em Bucareste para pedir a saída do presidente Traian Basescu, a quem acusam de ter “afundado o país na pobreza”, constatou um jornalista da AFP.

“As pessoas estão furiosas porque perderam seus empregos, houve cortes em suas aposentadorias e se sentem humilhadas”, disse à multidão um dos presidentes da União Social-Liberal (USL, oposição), Victor Ponta.

A manifestação, organizada pela oposição ao governo de centro-direita, é realizada depois de uma semana de mobilização que começou motivada pela demissão forçada do fundador dos serviços de emergência do país, o doutor Raed Arafat, por um conflito com Basescu sobre uma reforma de saúde.

Apesar de segunda-feira Arafat ter voltado ao cargo de sub-secretário de Estado, as manifestações continuaram em Bucareste e em dezenas de cidades do país pela renúncia do governo e pela convocação de eleições antecipadas.

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Além do caso do doutor Arafat, as manifestações logo se transformaram em uma maneira de protestar contra uma classe política acusada de arrogância e corrupção e em uma denúncia das difíceis condições de vida de parte da população, em um país recém saído de dois anos de profunda recessão.

Em 2010, o atual governo congelou as aposentadorias e cortou em 25% os salários dos funcionários públicos para obter uma ajuda de emergência de 20 bilhões de euros do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE). Apesar dos salários terem sido reavaliados desde então, não voltaram ao nível de antes de 2010.

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