Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Rodman diz que não pôde fazer nada por americano detido na Coreia do Norte

'Não sou presidente, não sou embaixador', disse o ex-jogador de basquete

O ex-jogador de basquete americano Dennis Rodman pediu desculpas nesta segunda-feira por não ter podido fazer nada durante sua viagem à Coreia do Norte para libertar um missionário americano detido no país. “Sinto muito, não pude fazer nada”, declarou o ex-astro da NBA a um grupo de jornalistas no aeroporto de Pequim, onde fez escala em sua viagem de retorno. Rodman fazia referência ao caso de Kenneth Bae, um missionário americano detido na Coreia do Norte e condenado a 15 anos de prisão em um campo de trabalho forçado por acusações de ter tentado derrubar o regime. “Sinto muito, não sou presidente, não sou embaixador, sou Dennis Rodman”, acrescentou o ex-jogador dos Chicago Bulls.

Na semana passada, em uma desastrada entrevista ao vivo à CNN, Rodman disse que Kenneth Bae deveria ter feito algo para ter sido condenado a 15 anos de prisão. Bae, um missionário e guia turístico de 45 anos, foi detido em novembro de 2012 durante uma viagem à Coreia do Norte.

Leia também

Rodman se desculpa por entrevista tresloucada: ‘Eu bebi’

Rodman surta ao ser questionado sobre americano preso na Coreia do Norte

A viagem de Rodman e de outros ex-astros da NBA provocou críticas nos Estados Unidos, onde os jogadores são acusados de conivência com o violento regime totalitário. O grupo de jogadores participou de uma partida de exibição na última quarta-feira em Pyongyang, a capital do país, observados pelo ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que comemorava seu aniversário. Dennis Rodman cantou inclusive Parabéns Para Você ao ditador de idade incerta – especula-se que Kim Jong-un tenha cerca de 30 anos, mas sua idade exata é ignorada.

Fuga para o Sul – Em 2013, 1.516 norte-coreanos chegaram à Coreia do Sul, indicou nesta segunda-feira o ministério da Unificação sul-coreano. O número é próximo ao do ano anterior (1.502) e em clara queda desde a chegada ao poder no Norte de Kim Jong-un, que reforçou a luta contra a fuga de seus cidadãos. Há cinco anos, 3.000 norte-coreanos chegavam por ano à Coreia do Sul fugindo através da China.

Desde o fim da guerra da Coreia (1950-1953), 26.100 norte-coreanos chegaram à Coreia do Sul, muitos após a grande fome de meados dos anos noventa no Norte. Há também milhares de norte-coreanos que vivem refugiados na China. O número exato é desconhecido, pois, diferentemente do que acontece na Coreia do Sul, os refugiados não se revelam às autoridades chinesas e vivem ilegalmente no país. Pequim mantém com Pyongyang acordos de extradição de norte-coreanos.

(Com agências France-Presse e Reuters)