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Resultados parciais confirmam vitória da direita em Portugal

Eleições legislativas vão definir premiê que enfrentará grave crise econômica

O Partido Social Democrata (PSD, centro-direita) venceu com folga os socialistas, que estavam no poder, nas eleições legislativas realizadas neste domingo em Portugal. De acordo com os resultados oficiais, baseados na apuração em 80% das zonas eleitorais, os partidos de direita obtiveram mais de 51% dos votos.

O PSD, de Pedro Passos Coelho, que deverá suceder ao primeiro-ministro socialista José Sócrates, recebeu 40,6% dos votos, contra 28,5% para o Partido Socialista. Outro partido de direita, o CDS-PP, que já participou de várias coalizões com o PSD, obteve 10,9% dos votos. O restante dos votos ficou com as demais legendas e coalizões, como os Verdes/Comunistas (CDU) e o Bloco de Esquerda (extrema esquerda).

Derrota – Sócrates admitiu a derrota dos socialistas e anunciou sua renúncia como secretário-geral do PS. “Esta derrota eleitoral é minha e quero assumi-la totalmente esta noite. Chegou o momento de abrir um novo ciclo político no Partido Socialista”, declarou durante discurso em um hotel de Lisboa.

As eleições legislativas, que levarão ao nome do premiê que enfrentará a grave crise econômica de Portugal, envolveram 230 cadeiras do Parlamento, dissolvido no fim de março. O pleito foi encerrado às 20h (16h do horário de Brasília) com o fechamento dos colégios eleitorais das ilhas de Açores. Segundo projeções de enquetes e dados divulgados durante o dia pelas autoridades eleitorais, a abstenção foi maior nesta eleição antecipada do que no pleito 2009, quando alcançou 40,3%.

Histórico – O presidente português, Aníbal Cavaco Silva, anunciou em 31 de março, a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições legislativas antecipadas para 5 de junho. A decisão ocorreu oito dias após a renúncia do primeiro-ministro José Sócrates, que foi impulsionada pela rejeição por parte dos parlamentares de um novo programa de austeridade de seu governo minoritário.

Portugal, muito endividado (160 bilhões de euros no fim de 2010), encerrou 2010 em recessão, com um déficit público de 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma taxa de desemprego de 11%.

(Com agências EFE e France-Presse)