Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Repressão do regime deixa pelo menos 33 mortos na Síria

Por Da Redação 13 dez 2011, 13h55

Cairo, 13 dez (EFE).- Pelo menos 33 pessoas morreram nesta terça-feira na Síria, entre elas um cidadão turco, em várias operações de repressão perpetradas pelas forças leais ao regime de Bashar al Assad.

Os Comitês de Coordenação Local informaram em comunicado que a ofensiva das forças de segurança causou 20 mortes na província de Idleb, sete em Hama, quatro em Homs e duas em Deraa.

O cidadão turco morreu devido aos disparos efetuados contra seu veículo pelos corpos de segurança na localidade de Kafr Yahmul em Idleb, na fronteira com a Turquia.

Na cidade de Idleb, as forças leais a Assad abriram fogo contra os presentes em um funeral, o que provocou a morte de pelo menos duas pessoas, segundo os Comitês.

Esta província do norte da Síria é uma das principais fortificações dos opositores e refúgio de um grande número de militares desertores, que com frequência protagonizam choques contra as tropas do regime.

Continua após a publicidade

Enquanto isso em Hama e Homs, também redutos da oposição, as mortes aconteceram depois que as forças de segurança dispararam contra os civis.

Em Deraa, as forças leais ao regime de Damasco abriram fogo contra um funeral que havia se transformado em uma passeata para exigir a queda de Assad.

Também nessa província, a cidade de Al Jah está sendo bombardeada e suas comunicações estão cortadas pela presença em seu território de membros do Exército Sírio Livre, que aglutina soldados desertores.

Estas informações não puderam ser verificadas de forma independente em razão das restrições que as autoridades impõem aos jornalistas.

A alta comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navy Pillay, informou ontem que são mais de cinco mil os mortos pela repressão na Síria, entre eles mais de 300 menores, desde o início da revolta contra Assad em março deste ano.

Pillay pediu ao Conselho de Segurança do organismo que leve o assunto ao Tribunal Penal Internacional. EFE

Continua após a publicidade
Publicidade