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Reino Unido: Rússia demitiu comandantes com ‘mau desempenho’

Inteligência do Ministério da Defesa britânico afirmou que militares russos de alto escalão foram suspensos por falharem em seus objetivos

Por Da Redação Atualizado em 20 Maio 2022, 09h39 - Publicado em 20 Maio 2022, 08h39

A inteligência do Ministério da Defesa do Reino Unido disse nesta sexta-feira, 20, que a Rússia demitiu comandantes de alto escalão que tiveram “desempenho considerado ruim” durante os estágios iniciais da invasão da Ucrânia.

“O tenente-general Serhiy Kisel, que comandou a elite do 1º Exército Blindado de Guardas, foi suspenso por não ter capturado Kharkiv“, publicou a pasta no Twitter.

“O vice-almirante Igor Ospipov, que comandou a Frota Russa do Mar Negro, também foi suspenso após o naufrágio do cruzador Moskva em abril”, completou.

O chefe do Estado-Maior da Rússia, Valeriy Gerasimov, “provavelmente” permanece em seu posto, mas “não está claro” se ele mantém a confiança do presidente Vladimir Putin, continuou o comunicado.

A atualização da inteligência britânica também disse que existe uma cultura de bode expiatório “provavelmente predominante” dentro do sistema militar e de segurança russo.

“Muitos funcionários envolvidos na invasão da Ucrânia provavelmente ficarão cada vez mais distraídos com os esforços para evitar a culpa individual pelos contratempos operacionais da Rússia”, disse o comunicado.

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“Isso provavelmente sobrecarregará ainda mais o modelo centralizado de comando e controle da Rússia, já que os oficiais buscam cada vez mais passar decisões importantes para seus superiores”, acrescentou.

O exército de Putin parece estar em maus lençóis. Em um sinal da necessidade urgente de incrementar suas forças na guerra na Ucrânia, o parlamento disse nesta sexta-feira que consideraria um projeto de lei para permitir que russos com mais de 40 anos e estrangeiros com mais de 30 se alistem nas forças armadas.

“Para o uso de armas de alta precisão, a operação de armas e equipamentos militares, são necessários especialistas altamente profissionais. A experiência mostra que eles se tornam assim aos 40-45 anos”, disse.

Atualmente, apenas russos de 18 a 40 anos e estrangeiros de 18 a 30 anos podem assinar contrato com os militares.

A Rússia sofreu enormes reveses e grandes perdas de pessoas e equipamentos durante os 86 dias de guerra, na qual a Ucrânia mobilizou praticamente toda a sua população masculina adulta. Apesar de assumir o controle total das ruínas de Mariupol, Moscou continua longe de seu objetivo de tomar toda a região de Donbas, no leste da Ucrânia.

“Claramente, os russos estão com problemas. Esta é a mais recente tentativa de resolver a escassez de pessoas sem alarmar sua própria população. Mas está ficando cada vez mais difícil para o Kremlin disfarçar seus fracassos na Ucrânia”, disse o general aposentado dos Estados Unidos Ben Hodges, ex-comandante das forças do Exército americano na Europa.

Em movimento paralelo, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, disse nesta sexta-feira que a Rússia formaria 12 unidades militares em seu distrito ocidental, citando propostas de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) por parte da Finlândia e da Suécia.

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