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Putin defende reforma da eleição indireta de governadores

Moscou, 15 dez (EFE).- O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, na condição de candidato à Presidência da Rússia, defendeu nesta quinta-feira uma reforma no sistema indireto de escolha dos governadores, que atualmente são nomeados por indicação do presidente.

Putin disse também que ‘o filtro presidencial’ na hora de escolher os dirigentes regionais, sistema vigente desde dezembro de 2004, deve continuar.

‘É preciso manter o filtro presidencial para impedir que pessoas apoiadas em estruturas semicriminosas ou forças separatistas cheguem ao poder’, explicou Putin ao responder perguntas ao vivo pela televisão.

O primeiro-ministro indicou que antes de levar as candidaturas à votação popular, avaliaria as propostas de todos os partidos representados nos Parlamentos regionais, inclusive as da oposição.

Putin defendeu ainda que a aprovação das candidaturas propostas pelo presidente passe dos Parlamentos regionais à votação direta de toda a população em cada território.

‘Essas propostas passariam pelo filtro do presidente, que levaria suas candidaturas não mais aos deputados regionais, mas à votação direta e secreta da população de cada região’, ressaltou.

O candidato à Presidência da Rússia explicou as razões que o levaram a eliminar as eleições indiretas pelo voto universal.

‘Eu mesmo inventei o sistema para escolher os governadores. Fiz isso na época da guerra civil no Cáucaso, quando alguns deles eram nomeados pela elite semicriminosa. Para chegar ao poder, eles não poupavam esforços, se apoiavam em estruturas ilícitas e inclusive em forças separatistas’, disse.

O primeiro-ministro russo destacou ainda algumas de suas prioridades se for eleito presidente da Rússia em março de 2012.

‘Temos, antes de tudo, reforçar nosso sistema político e ampliar a democracia. Precisamos que a inovação e a modernização façam parte de nossa política comum’.

Elevado por seus mais fiéis seguidores como responsável por levar o país a uma fase de consolidada estabilidade política e econômica, principalmente por seu empenho em eliminar a sangue e fogo os separatismos no Cáucaso Norte, Putin afirmou que o perigo do terrorismo não desapareceu.

‘Alcançamos uma grande estabilidade, mas ainda temos muito a fazer. Talvez nossa discussão não venha a ser sobre o problema da previdência ou as condições de vida da população, mas sim o combate ao terrorismo’, opinou.

Putin pediu aos eleitores que participem das eleições em março e acrescentou que só eles, e ninguém mais (em referência às denúncias de fraude), podem decidir seu resultado. EFE