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Protestos teriam deixado 84 mortos na Líbia, diz ONG

Há três dias, manifestanes pedem saída de Muammar Gaddafi

Por Da Redação 19 fev 2011, 11h56

As forças de segurança do governo líbio teriam provocado a morte de ao menos 84 manifestantes durante os protesto contra o governo local que ocorrem em diversas cidades do país africano. A informação foi divulgada pela organização não-governamental Human Rights Watch, com sede em Nova York.

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De acordo com o relatório, o maior número de mortes foi registrado na cidade de Benghazi, onde 35 pessoas morreram. Os protestos pedem a saída do ditador Muammar Gaddafi, que comanda o país há 42 anos. Desde quinta-feira, com a ajuda das redes sociais, milhares de líbios ocupam as ruas de diversas cidades.

“As forças de segurança de Gaddafi estão atirando contra os cidadãos da Líbia e matando pessoas simpliesmente porque elas desejam mudanças”, disse Joe Stork, diretor da Human Rights Watch. “As autoridades líbias deveriam permitir os protestos pacíficos e permitir que a população tenha voz.”

Neste sábado, o serviço de internet na Líbia foi cortado, informam as agências internacionais de notícias. A rede vinha sendo utilizada por manifestantes para convocar a população às ruas e protestar contra o governo.

De acordo com as informações, os principais sites bloqueados foram os das redes sociais Facebook e Twitter, amplamente utilizada pelos líbios para organizar, na quinta-feira, o “dia de fúria” no país, que marcou a intensificação dos protestos. Além disso, os mesmo sites foram utilizados na Tunísia e no Egito, onde os manifestantes conseguiram o fim do regime de Mubarak.

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